Economia

BP investiu trinta mil milhões de dólares

Leonel Kassana

A British Petroleum, (BP) investiu, nos últimos 15 anos, mais de 30 mil milhões de dólares norte-americanos em vários projectos para a exploração de petróleo e gás em Angola, segundo o director de políticas governamentais da companhia, em declarações ao Jornal de Angola, à margem da Feira Internacional de Luanda, FILDA, que encerrou ontem, depois de quatro dias de actividade.

Stands dos petróleos na FILDA 2018, vendo-se ao fundo o da empresa britânica
Fotografia: Vigas da Purificação|Edições Novembro

Adalberto Fernandes considerou que esses investimentos confirmam a confiança da BP,  operadora dos blocos petrolíferos 18, em águas profundas, e 31, em ultra profundas, no futuro do sector em Angola.
“A presença da BP e outras companhias nesta grande montra de negócios é, certamente, um sinal positivo que passamos do país para o Mundo”, disse Adalberto Fernandes, destacando a crescente disponibilidade da companhia em ajudar o Governo de Angola, num momento em que pretende atrair mais negócios e investimento estrangeiro.
A BP é, também, parceira nos blocos 15 e 17, bem como no projecto de gás Angola LNG, detendo uma quota de dez por cento do total da produção angolana de crude, sendo o resto dividido por outras empresas.
O responsável da BP confirmou, também, a aposta da companhia em novos desafios tecnológicos em águas profundas no “offshore” angolano, referindo que decorre, com o Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos e a Sonangol, um trabalho que passa por identificar oportunidades para o que chamou de “nova era de investimentos”.
“Nós estamos agora a trabalhar para a definição da segunda era de investimentos em Angola. O bloco 18 está em águas profundas e o 31 em águas ultra profundas, mas estamos dispostos a encarar novos desafios em outras oportunidades que nos sejam proporcionadas”, sublinhou, confiante no potencial das reservas provadas de petróleo angolano, calculadas entre dez e 12 mil milhões de barris.

Responsabilidade comunitária
Segundo Adalberto Fernandes, a Bristish Petroleum tem uma componente social bastante forte, com investimentos substanciais nas comunidades, sobretudo nos domínios da saúde e melhoria da qualidade do ensino superior.
A BP tem parcerias com a Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto para o financiamento de um mestrado em direito do petróleo e gás, no valor de 1,639 milhão de dólares norte-americanos, valor que desce para 981 mil no programa de estágios profissionais e comunitários com a Development Workshop, uma ONG canadiana.
Num outro projecto, para a preservação das tartarugas marinhas, executado em parceria com a Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto, a BP investiu 827 mil dólares e outros 293 mil no laboratório de simulação médica para enfermeiros do Instituto de Enfermagem. Para o mestrado em gestão e governação ambiental, acordado com a Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto, foram concedidos 278 mil dólares.
“A companhia está também envolvida no financiamento de escolas rurais nas províncias de Benguela, Huambo e Luanda, o que realça o nosso compromisso social”, sublinhou Adalberto Fernandes, referindo que na construção do centro comunitário da Sé Catedral do Lobito, a BP disponibilizou 1,274 milhões de dólares.

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