Huambo relança a produção de café

Mário Clemente | Huambo
11 de Janeiro, 2017

Fotografia: Eduardo Pedro | Edições Novembro

Membros de cooperativas e produtores singulares de vários municípios do Huambo receberam no princípio deste mês mais de 50.000 mudas de café arábico, com o objectivo de fomentar a produção cafeícola na província.

As mudas foram distribuídas pela direcção provincial do Instituto Nacional do Café (INCA) e visa o fomento da produção no Huambo, com vista a contribuir para a diversificação agrícola e da economia do país.
O facto foi avançado no município do Cachiungo, aquando da entrega de cerca de 6.000 mudas de plantas de café aos produtores e camponeses daquele município pelo responsável local da Estação de Desenvolvimento Agrário (EDA), Joaquim Pinto Afonso.
Na ocasião, o responsável da EDA disse que, para a expansão desta fase experimental do café arábico, os técnicos vão ensinar as formas de cultivo, bem como os cuidados a observar no tratamento e preservação das plantas.
“Nós recebemos cerca de 6.000 mudas de plantas de café e vamos distribuir essas mudas aos nossos agricultores pertencentes às associações, cooperativas e também aos agricultores singulares”, disse o responsável.
Esta espécie de café cultiva-se, normalmente, em zonas altas e neste processo utiliza-se um espaço de dois metros entre plantas e três entre linhas, visto que é necessário deixar um intervalo para facilitar o manejo de pragas e a realização das sachas.
“Vamos aproveitar esta época de chuvas para entregarmos às nossas associações, cooperativas e agricultores as mudas de café, com vista a garantir a produção e produtividade das nossas famílias, para que possam produzir mais e aumentar as suas rendas, porque como sabemos, nos tempos passados, o café fazia parte do produto de exportação do país e, com este fomento, estamos seguros que dentro de dois anos teremos resultados em termos de produção café no nosso município”, disse Joaquim Pinto Afonso.
O chefe de departamento provincial do INCA no Huambo, Horácio Melo, presente no acto, confirmou que a direcção tem um programa de fornecimento de mais de 50.000 mudas de café a nível da província e, com essa acção, a província pode obter um resultado satisfatório no prazo de cinco a seis anos.
A planta de café arábico começa, por norma, a produzir no terceiro ano após a plantação e algumas podem secar por razões climáticas.
Horácio Melo acrescentou que as 50.000 mudas de plantas estão a ser distribuídas aos produtores dos municípios do Cachiungo, Chicala Cholohanga, Huambo, Chinjenje, Bailundo e Caála. Nós pretendemos fomentar a produção do café arábico na província, porque no passado este já foi muito procurado, principalmente através da variedade que temos que é árabe é a mais procurada no Mundo”, acrescentou Horácio Melo.
“As plantas estão a ser oferecidas aos produtores e não estão a ser comercializadas, porque o nosso propósito é aumentar a plantação e subir os níveis de produção, visto que o que nós pretendemos é que cada produtor familiar tenha no mínimo o equivalente a um hectare, por isso tem que aproveitar esta oportunidade”, concluiu.     

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