Indústria de gás retoma produção


6 de Janeiro, 2017

Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro

A empresa Angola LNG retomou a produção de gás natural liquefeito após uma “paragem controlada” iniciada em Dezembro passado, noticiou ontem a imprensa internacional da especialidade que citou fonte da empresa.

A Angola LNG, parceria liderada pelo grupo norte-americano Chevron cujas instalações no Soyo foram construídas pela outra companhia norte-americana Bechtel, tem registado uma série de paragens programadas e não-programadas desde que retomou as exportações em Junho de 2016, após uma paragem de dois anos para reparações de grande dimensão.
Lançado em 2007 para aproveitar o gás natural resultante da exploração petrolífera, o projecto reúne, além da Chevron (36,4 por cento), a angolana Sonangol (22,8 por cento a britânica BP Exploration (13,6 por cento), a italiana ENI (13,6 por cento) e a francesa Total (13,6 por cento).
Em Junho, a empresa lançou um concurso para a venda do primeiro carregamento de gás natural liquefeito desde que a unidade do Soyo encerrou de forma inesperada em Abril de 2014.
O primeiro carregamento de 160 mil metros cúbicos de LNG destinado ao Brasil foi entregue no terminal de regaseificação da Petrobras na baía de Guanabara, Rio de Janeiro, em Junho passado a bordo do navio-tanque Sonangol Sambizanga.O gás foi carregado no Sambizanga, um navio-tanque da empresa, entre os dias 3 e 5 do mesmo mês, numa altura em que o preço do gás natural registava uma queda de cerca de dois terços para menos de cinco dólares por cada milhão de BTU (“British Thermal Units”). A par do petróleo, o mercado do gás natural alterou-se profundamente desde Abril de 2014.

Metas

Em Julho do ano passado, a Angola LNG Marketing previa exportar anualmente 5,2 milhões de toneladas de gás natural liquefeito  em 70 carregamentos.
Além do gás natural liquefeito, a empresa, que assegura as operações comerciais do projecto Angola LNG, inclui na carteira de produtos a exportação de gases como propano, butano e condensados. A companhia assinou diversos acordos para a venda de gás natural liquefeito com empresas do sector energético em todo o mundo.
Avaliado em 10 mil milhões de dólares, Angola LNG representa um dos maiores investimentos alguma vez efectuados na indústria petrolífera angolana, dispondo de sete navios-tanque e três cais de carregamento. Tem por objecto eliminar a queima de gás, fornecer energia limpa e fiável aos clientes.

capa do dia

Get Adobe Flash player



ARTIGOS

MULTIMÉDIA