Economia

Investimento regista estabilidade

O continente africano registou em 2014 estabilidade em investimento directo estrangeiro, ao  absorver 54 mil milhões de dólares, revela o relatório “Investimento Mundial 2015”, a que o Jornal de Angola teve acesso na quinta-feira.

Relatório económico do ano passado confirma uma forte retracção do fluxo de investimento externo no norte de África
Fotografia: Dombele Bernardo

O estudo da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (CNUCED),  coloca Angola como o segundo maior destinatário africano de Investimento Directo Estrangeiro (IDE) no ano passado, com 16 mil milhões de dólares, um pouco abaixo do Egipto, que recebeu 18 mil milhões.
O jornal britânico “Financial Times”, que cita o FDi Intelligence, uma divisão estatística do grupo Financial Times, publicou em Londres, que a África foi a região do mundo que mais cresceu em termos de Investimento Directo Estrangeiro, tendo aumentado o número de projectos em seis por cento e as verbas em 65 por cento, para 87 mil milhões de dólares, contra o crescimento mundial de apenas um por cento.
Moçambique foi o terceiro país africano que mais recebeu investimento externo, com 4,9 mil milhões de dólares. A África do Sul recebeu 5,7 mil milhões de dólares em investimento directo, uma queda de 31 por cento em relação a 2013. A República Democrática do Congo recebeu o dobro dos investimentos, num total de 5,5 mil milhões de dólares. O relatório “Investimento Mundial 2015” informa que o Norte de África viu o fluxo de investimento externo diminuir quase 15 por cento, para 11,5 mil milhões de dólares, mais por causa de tensões e conflitos em alguns países.
O Egipto e Marrocos receberam mais investimento estrangeiro no ano passado, num aumento de 14 e de nove por cento, respectivamente. Na África Subsaariana, os investimentos subiram  cinco por cento, variando entre sub-regiões. Devido ao surto de ébola na África Ocidental e à queda no preço das matérias-primas, o fluxo de investimento estrangeiro directo na sub-região caiu dez por cento, atingindo 12,8 mil milhões de dólares.
Já o Leste do continente africano viu os investimentos externos subirem  11 por cento, atingindo 6,8 mil milhões de dólares no ano passado. O relatório mostra que houve mais investimentos no sector de gás da Tanzânia e nas empresas que produzem roupas e têxteis na Etiópia.
Os principais investidores em África são multinacionais de países em desenvolvimento como a China e a Índia. Mas a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento revela que mais firmas de nações desenvolvidas, em especial da França, dos Estados Unidos e do Reino Unido, aumentaram os seus investimentos no continente africano no ano passado.

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