Economia

Ministro reconhece erros nos programas de crédito

Mazarino da Cunha

O ministro da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS), Jesus Maiato, reconheceu ontem, em Lu-anda, ter havido erros na concessão de créditos para os programas de empreendedorismo destinados à juventude no passado.

Ministro também diz que beneficários nem sempre foram honestos
Fotografia: Contreiras Pipas| Edições Novembro

Jesus Maiato, que falava numa conferência consagrada aos “Desafios do mercado de trabalho no actual contexto económico e financeiro”, realizada em alusão ao aniversário da Universidade Lusíada de Angola, que completa hoje 19 anos de existência, frisou que os erros não recaem apenas sobre o Executivo, mas também sobre os beneficiários que não foram honestos. 

O insucesso de muitos programas de empreendedorismo para os jovens, prosseguiu Jesus Maiato, não se deveu apenas à aplicação dos programas, como também está ligada a desvinculação daqueles que receberam os financiamentos. “Faltou cumplicidade por parte dos beneficiários”, declarou o ministro.
“Muitos dos que beneficiaram de créditos não foram honestos no contrato com as instituições afins e muito menos tinham competên-cias para gerir um negócio”, lamentou o ministro durante a conferência com estudantes de diferentes instituições de ensino superior da capital.
A honestidade associa-da à capacidade de produzir novas ideias no momento da tomada de decisão foi apontada pelo ministro como fundamental para os jovens que pretendam criar o seu próprio negócio.
Além da reduzida transparência verificada nos anteriores programas de empreendedorismo, Jesus Maiato reconheceu a inexistência de financiamento bonificado, algo capaz de impulsionar o fomento de negócio e do emprego.
Jesus Maiato apelou aos estudantes que participaram naquela conferência a colocarem, nos seus planos futuros, a ideia de se tornarem empregadores e não apenas empregados, como muitos ainda pensam.
A criação de emprego, frisou o ministro, não depende exclusivamente do poder político, mas também da dinâmica da economia e da capacidade criadora e inovadora dos jovens, características que podem reduzir o elevado número de técnicos qualificados que se encontram no desemprego.

 

Tempo

Multimédia