Economia

Operações da Sonangol obtêm sucesso e desaire

As operações de exploração e produção de petróleo da Sonangol no Iraque estão a prosperar mais do que as que a companhia tem em curso na Venezuela, afirmou o presidente do Conselho de Administração da petrolífera estatal à Rádio Nacional de Angola (RNA).

 

Carlos Saturnino, da Sonangol
Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro

Em declarações prestadas à estação emissora na segunda-feira, Carlos Saturnino declarou que os dois campos que a companhia possui em Mossul, Iraque, estão em operação há pouco tempo, mas que a produção “vai aumentar muito rapidamente” depois de investimentos realizados para a reactivação.
Ao enunciar os investimentos, apontou a recuperação das infra-estruturas petrolíferas, instalações para acomodação dos técnicos, o recrutamento de pessoal e contratação de empresas de serviços.
“Há um investimento feito e ainda em curso”, declarou Carlos Saturnino, reafirmando as declarações prestadas numa conferência de imprensa em finais de Fevereiro, quando disse que a Sonangol relançou a sua actividade nos campos de Najmah e Qayarah, a sul da cidade de Mossul, sete anos depois de ter obtido as concessões por intermédio da sua subsidiária Sonangol Pesquisa e Produção, que detém uma participação de 75 por cento daqueles activos.
Nos dois meses anteriores, sublinhou Carlos Saturnino em Fevereiro, a companhia tinha feito elevados esforços para reassumir os campos que estavam em posse da concessionária nacional do Iraque, a North Oil Company (NOC).
As concessões foram obtidas pela Sonangol em 2010, mas a petrolífera angolana foi forçada a suspender a presença naquele país em 2012, devido à deterioração das condições de operação provocada pela guerra.
Na Venezuela, adiantou, as concessões em que a Sonangol está envolvida são operadas por uma associação em que, além da angolana, participam a Petróleos de Venezuela (PDVSA) e a Union Cuba-Petróleo (Cupet), que lidera o consórcio.
“É uma operação naturalmente afectada pelo ambiente económico e social que existe na Venezuela”, disse o presidente do Conselho de Administração da petrolífera angolana para ilustrar a evolução daquela parceria.
Anunciou um programa que levará a companhia a concentrar-se no “core-business” e em actividades de suporte às operações nesse domínio ou em projectos lucrativos.

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