Sector agro -pecuário e turismo atraem investidores estrangeiros


17 de Fevereiro, 2017

Fotografia: Rogério Tuti|Edições Novembro

Os sectores agro-pecuário, aquícola e turístico da província de Malanje estão a despertar o interesse do Governo chinês. que pretende investir na região, no quadro da cooperação bilateral Angola-China.

O interesse foi manifestado, na quarta-feira, em Malanje, pelo embaixador da República Popular da China em Angola, Cui Aimin, que falava à imprensa, após uma audiência com o governador provincial Norberto Fernandes dos Santos “Kwata Kanawa”, no quadro da sua visita de dois dias à província.  O diplomata chinês disse que Malanje apresenta boas condições para se desenvolverem projectos no sector agropecuário, aquícola e turístico.
Por isso, acrescentou Cui Aimin, o Governo chinês vai continuar a apoiar o Estado angolano na materialização de acções que visam o bem-estar da população e o desenvolvimento da região.
Cui Aimin informou que o Governo chinês está a estudar a possibilidade de reforçar as verbas para financiar a construção de mais infra-estruturas sociais em Malanje, ao abrigo da linha de crédito da China para Angola, aprovada no segundo semestre de 2016.
O diplomata anunciou a existência de um plano para o envio de jovens de Malanje para os centros de demonstração de desenvolvimento agrícola e de formação técnico-profissional, ambos localizados na província do Huambo, criados na base das parcerias Angola-China.
Depois de formados, ressaltou Cui Aimin, os jovens regressam a Malanje, para colocarem em prática os seus conhecimentos.
 Cui Aimin encorajou os empresários chineses que operam na província a desenvolverem mais acções, no quadro das suas responsabilidades sociais, para melhoria das condições de vida da população. A visita do embaixador chinês a Malanje acontece dois dias depois da visita do embaixador francês. Silvain Itte disse que Malanje vai ser o centro de cooperação bilateral entre Angola e França, nos próximos anos, em função das enormes potencialidades agro-industriais e turísticas da província.
O diplomata mostrou-se  impressionado com o projecto da Companhia de Bioenergias de Angola (Biocom), que produz açúcar, etanol e energia eléctrica e permitiu gerar mais de dois mil postos de trabalho directo, contribuindo para o desenvolvimento económico da região. O diplomata elogiou a tecnologia de ponta empregue na unidade fabril, depois de ter recebido explicações da produção actual.

Cuanza Norte

Na quarta-feira, o embaixador da China em Angola mostrou-se impressionado com o potencial socioeconómico da província do Cuanza Norte, que possui condições favoráveis à atracção do investimento estrangeiro.
O diplomata fez a observação após um encontro com membros do Governo local, no quadro de uma visita que efectuou à província para constatação do potencial socioeconómico da região e consequente abertura de investimentos chinês.
Cui Aimin afirmou ter tomado boa nota das informações fornecidas pelo governador provincial do Cuanza Norte, José Maria   dos Santos, sobre as potencialidades da província, principalmente  nos domínios da agricultura, pecuária, agro-indústria, recursos naturais e condições climáticas.
O embaixador chinês destacou as condições geográficas da província que conta com grandes extensões de terras aráveis, clima ameno e um número elevado de reservas minerais, cuja exploração está integrada num plano estratégico do governo local, que poderá atrair investimento privado e reforçar a cooperação com empresários estrangeiros.
Apesar da potencialidade em termos de recursos minerais, o embaixador disse pensar que a região precisa de explorar melhor as suas riquezas para promover o desenvolvimento da circunscrição.
“Os recursos naturais são importantes para o fomento do desenvolvimento. É preocupante verificar que as grandes reservas mineiras existentes na província do Cuanza Norte ainda aguardam por exploração, realidade que demonstra que os recursos ainda não foram transformados em riqueza”, frisou.
O embaixador da China em Angola, Cui Aimin, sugeriu a adopção de políticas públicas que possam atrair mais investidorescapazes de ajudarem a transformar os recursos em desenvolvimento.

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