Japão tenta sair da deflação


7 de Abril, 2013

Os mercados japoneses viveram sexta-feira um dia histórico, graças à mudança de política monetária do Banco do Japão, que pretende tirar o país da deflação, que já dura 15 anos.

O principal índice da Bolsa de Valores de Tóquio, o Nikkei 225, subiu 1,58 por cento e fechou no seu nível mais alto desde 1 de Setembro de 2008, antes da quebra do banco americano Lehman Brothers e da crise financeira internacional.
No início das negociações, a bolsa chegou a subir cerca de cinco por cento, mas as realizações dos lucros reduziram posteriormente o aumento.Foram negociadas 6,45 mil milhões de acções, algo sem precedentes desde a criação da Bolsa de Tóquio, em 1949. Nem mesmo no pior momento do pânico provocado pelo terramoto, tsunami e acidente nuclear de Fukushima de 11 de Março de 2011 o volume foi tão alto.
Na quarta e quinta-feira, o Banco do Japão (BoJ) realizou a sua primeira reunião de política monetária desde a admissão do novo governador, Haruhiko Kuroda, e surpreendeu o mercado ao anunciar uma mudança drástica de direcção.
A entidade decidiu duplicar a base monetária (o dinheiro líquido e as reservas obrigatórias dos bancos) em dois anos, para ajudar a terceira potência económica mundial a sair da deflação, a queda dos preços, um fenómeno pernicioso para a economia.
Para isso, vai comprar maciçamente a dívida do Estado no mercado secundário, assim como títulos de maior risco alavancados ao sector imobiliário e fundos cotados na bolsa.As acções dos valores bancários e imobiliários aproveitaram-se deste anúncio, que se traduzirá em financiamento fácil.“As acções japonesas estão subavaliadas há tempos, razão pela qual estes aumentos são justificados”, explicou à agência AFP Daisuke Uno, do banco Sumitomo Mitsui.A perspectiva deste fluxo de liquidez no circuito significou uma nova depreciação do iene.

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