Economia

Jovens dinamizam exploração de diamantes na Lunda-Norte

Armando Sapalo|Dundo

As cooperativas dos conselhos municipais da juventude passam doravante a realizar a exploração artesanal e semi-industrial de diamantes na província da Lunda Norte, cujas autorizações  para o início da actividade foram entregues na quinta-feira, no Dundo, pelos responsáveis da administração da companhia estatal ENDIAMA.

Cada grupo de exploração artesanal e semi-industrial é constituído por seis pessoas
Fotografia: Edições Novembro


A iniciativa é do Governo Provincial da Lunda-Norte, em parceria com a Empresa Nacional de Diamantes de Angola (ENDIAMA), que aprovaram a criação das cooperativas que visam inserir a juventude na actividade económica.
O director provincial da Indústria, Geologia e Minas da Lunda Norte esclareceu que a criação de cooperativas de exploração artesanal e semi-industrial de diamantes, a nível dos conselhos municipais da juventude, é uma iniciativa das autoridades locais, que tem como objectivo fundamental a integração dos jovens em actividades sócio-produtivas, por ser um forte mecanismo de combate à pobreza.
Numa primeira fase, foram entregues licenças para a concessão de direitos de exploração artesanal e semi-industrial de diamantes a 33 cooperativas de três conselhos municipais  do Lucapa, Cuango e Xá Muteba, onde decorre uma intensa actividade mineira.
Silvestre Tcheleca explicou que, com vista a dar corpo aos projectos, a empresa diamantífera estatal é responsável por encontrar os potenciais investidores para o início da actividade de exploração.
O Corpo Especial de Segurança de Diamantes (CSD) e a SODIAM vão acompanhar todo o processo de preparação, exploração, armazenamento e comercialização da produção das cooperativas, ajudar na sua rentabilização e assegurar as medidas de segurança.
O programa, disse o responsável, além de contribuir para a criação de oportunidades de emprego para a juventude, permite igualmente ao Governo consolidar a sua base e fonte tributária, no âmbito da política de aceleração da economia.
As cooperativas surgem ao abrigo do Código Mineiro e da Lei de Investimento Privado. Antes da criação das 33 cooperativas, adstritas aos conselhos municipais da juventude do Lucapa, Cuango e Xá Muteba, a província contava com 28 empresas de exploração artesanal e semi-industrial de diamantes que empregavam mais de três mil trabalhadores com benefícios sociais significativos.
As cooperativas de exploração artesanal e semi-industrial de diamantes são constituídas por grupos de seis pessoas cada, que recebem uma parcela de terreno para o início da actividade.
Com base na dinâmica e capacidade financeira, em termos de rendimentos conseguidos na exploração de diamantes, cada cooperativa pode evoluir para outras actividades económicas nos ramos do comércio, indústria transformadora, hotelaria, turismo e prestação de serviços, explicou o director provincial.
A cerimónia da entrega das licenças de concessão para a exploração artesanal e semi-industrial de diamantes aos conselhos municipais da juventude da Lunda Norte foi testemunhada pelo administrador da ENDIAMA para a Geologia e Minas, Luis Quitamba, o representante da SODIAM, Norberto Bibi, estudantes , docentes universitários e autoridades tradicionais.
Quarta-feira, o ministro da Geologia e Minas autorizou quatro cooperativas privadas a avançar com a exploração semi-industrial de diamantes em quase 300 quilometros quadrados de dois municípios da Lunda-Norte.
O executivo tem admitido publicamente a preocupação com o garimpo ilegal de diamantes na região das Lundas, onde está concentrada a produção dimantífera nacional e defende o modelo de associação em cooperativas para a exploração semi-industrial devidamente autorizada.

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