Economia

Licitadores correm risco de perder casas

Adelaide Mualimusi | Ondjiva

Centenas de beneficiários de habitações inacabadas de um projecto institucional interrompido depois de 2014, no Cunene, arriscam-se à perda dos imóveis por incumprimento dos prazos de conclusão das obras, soube ontem o Jornal de Angola do director do Gabinete Provincial de Infra-estruturas e Serviços Técnicos.

Fotografia: DR

Pedro Vindo afirmou que o Governo Provincial nega a alegação dos beneficiá-rios de que o incumprimento dos prazos se deve à elevação dos preços das matérias-primas, algo que, em dois anos, acontece com maior incidência ao longo dos últimos dois meses. 

O projecto previa a construção das 2.500 casas no bairro Cachila III, lançado em 2011, dando lugar à conclusão de 300 habitações em 2012, no fim da primeira fase, as quais foram distribuídas naquele mesmo ano às populações.
A segunda fase, que iniciou em finais de 2013, foi interrompida por questões ligadas à crise económica e financeira que assolou o país, dando lugar, em 2017, a um processo de cedência das edificações inacabadas, sob o compromisso de os beneficiários concluírem as empreitadas num prazo de oito meses.
Pedro Vindo observou que, à luz do incumprimento dos prazos, o Gabinete de Infra-estruturas e Serviços prepara-se para exigir dos bene-
ficiários a conclusão das obras. “Vamos dar mais 60 dias a todos os beneficiários e, quem não concluir, vai perder a titularidade da obra para ser cedi-da a outra pessoa com capacidade financeira para sua conclusão”, alertou.
A nossa reportagem apurou, a ascensão do preço do saco de cimento de 50 quilos para 2.700 kwanzas, quando há dois meses era comprado a 2.200, da porta de madeira para 45 mil (face aos anteriores 35 mil) e da caixa de mosaico de quatro peças para 6.500 kwanzas (contra 5.500), para apenas citar alguns exemplos.

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