Economia

Madeireiros pedem celeridade na emissão de licenças

Carlos Paulino| Menongue

O presidente da Associação dos Madeireiros do Cuando Cubango (AMCC), Joaquim Gaspar Santana, manifestou-se indignado, na sexta-feira, pelo atraso que se regista nas atribuições de licenças de exploração de madeira às empresas da região.

Agentes estão de braços atados por falta de licença
Fotografia: Eduardo Pedro| Edições Novembro

Joaquim Gaspar Santana, que falava durante a apresentação da nova direcção da AMCC, disse o problema arrasta-se há já três anos e que, nesse momento, as empresas do ramo não conseguem comercializar os cerca de 70 mil metros cúbicos de madeira do tipo mussivi que têm no terreno, por falta de licença.
A campanha florestal de 2019, lembrou, foi aberta oficialmente no dia 2 de Maio, mas até agora os madeireiros do Cuando Cubango não receberam as licenças que autorizam o corte e a transportação da madeira.
“Isto quer dizer que as empresas só terão as licenças a partir do mês de Junho ou até mesmo Julho, quando estiverem faltar apenas dois meses para o encerramento oficial da campanha florestal em todo o território nacional”, disse.
Segundo Joaquim Santana, esta situação não dificulta só os madeireiros, mas também o desenvolvimento socioeconómico do Cuando Cubango, tendo em vista que a exploração e venda da madeira permite arrecadar receitas para o Estado.
“Não é vontade do empresário conceber um negócio e ter prejuízos avultados conforme antevemos, caso não comercializemos os 70 mil metros cúbicos de madeira que se encontram nas matas há mais de três anos”, disse.
Joaquim Santana defendeu a necessidade de se reorganizar o sector florestal, a começar pelo incremento do diálogo entre as instituições e os madeireiros.
A Associação dos Madeireiros do Cuando Cubango, que pretende promover, além do corte da madeira, o tratamento dos recursos florestais, com a criação de carpintarias e serrações, tem, entre os associados, mais de 40 empresas.

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