Economia

Materiais são exportados na ausência de excedentes

Victorino Joaquim

Os produtores de materiais de construção estão a exportar, quando o país ainda não possui produção suficiente para cobrir a procura interna, soube ontem o Jornal de Angola do presidente da Associação das Indústrias de Materiais de Construção de Angola (AIMCA).

Industriais querem competitividade para a produção nacional
Fotografia: Alberto Pedro |?Edições Novembro

José Mangueira, que falava à nossa reportagem à margem do 4º Seminário da Indústria de Materiais de Construção, declarou que as exportações são decididas como parte da estratégia das empresas para cobrir a escassez das divisas necessárias para suportar custos operacionais e outras despesas no exterior.

Neste momento, o país enfrenta uma retracção no mercado de construção habitacional e imobiliário e, quando estas situações ocorrem, o sector é dos mais afectados, disse o presidente da AIMCA, acrescentando que, sem construção, a economia do país consente os sacrifícios gerados em torno da falta de emprego.
Apesar da situação, disse, os produtos, resultantes da produção interna de materiais de construção, têm qualidade e alguns competem com os produtos oferecidos pelo mercado internacional.
O responsável da AIMCA afirmou que a estabilidade dos preços dos materiais de construção tem sido um dos principais esforços, apontando a falta de abastecimento regular de água potável e energia eléctrica, bem como de vias de transporte, como os principais empecilhos da competitividade da oferta angolana. Ao discursar na abertura do seminário, o director do Gabinete de Estudos e Planeamento e Estatísticas do Ministério da Indústria declarou que o Governo reconhece que, apesar dos esforços dos industriais, a criação de infra-estruturas, nomeadamente, a melhoria das vias de transporte, fornecimento de água, energia e financiamento “é uma obrigação”.
Esses aspectos representam parte do “quadro necessário para reduzir os custos operacionais e, consequentemente, os preços dos produtos finais no mercado”, disse José Sala. O seminário contou com a participação de académicos, representantes institucionais do sector produtivo e líderes de associações industriais.

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