Economia

Menongue sem sinal da Movicel

Carlos Paulino em Menongue

Os utilizadores da rede de telefonia móvel da Movicel, na cidade de Menongue, província do Cuando Cubango, estão agastados com a falta de sinal de voz e Internet há mais de um mês.

Vista parcial de Menongue
Fotografia: DR

Contactado pelo Jornal de Angola, Neemias Neves, cliente da Movicel há mais de 10 anos, disse que a situação de falta de rede na cidade de Menongue tem criado enor-mes transtornos para comunicar-se com parentes e amigos, principalmente em Lu-anda, onde as pessoas usam mais a Movicel devido ao baixo custo da tarifa do saldo em comparação com a Unitel.

Segundo Neemias Neves, outra situação preocupante é o facto de mesmo em funcionamento, a rede da Movicel é muito baixa, tendo em vista que só existe o sinal de voz e Internet no centro da cidade de Menongue, num raio de aproximadamente cinco quilómetros.
Por este facto, defendeu a necessidade da Movicel expandir e melhorar os seus serviços a nível dos nove municípios que compõem a província do Cuando Cubango, sob pena de perder todos os seus clientes na região.
Lourenço Bule, outro entrevistado, mostrou também o seu desagrado e disse que pensa em desistir de usar a rede da operadora Movicel, tendo em vista que nunca conseguiu fazer trabalhos investigativos ou navegar nas redes sociais, porque o sinal de Internet é praticamente inexistente.
Acrescentou que por este motivo, as pessoas na província do Cuando Cubango usam mais a rede da operadora Unitel que está operacional em todos os municípios da província e cuja rede “não se compara em nada com a Movicel”.
Ezequiel Ndala defendeu a necessidade da Movicel indemnizar todos os clientes que activaram os planos mensais, denominados “Karga Nice”, “Leve”, “Tudo” e Sem Limites, mas que infelizmente não conseguiram usufruir do mesmo por causa da falta de sinal há mais de um mês.
A equipa do Jornal de An-gola tentou contactar os técnicos da Movicel na província do Cuando Cubango para um esclarecimento sobre o que está na origem da falta de sinal há mais de um mês, mas infelizmente não teve sucesso, porque os funcionários alegaram não estar autorizados a falar acerca do assunto.

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