Economia

Mercado bancário recupera da crise

Os bancos angolanos vão recuperar da crise em 2018, mas o clima de baixo crescimento económico e constrangimentos de liquidez vai manter-se, previu na terça-feira a empresa internacional de consultoria BMI Research.

Evolução da banca reflecte crescimento nos petróleos
Fotografia: Domingos Cadência | Edições Novembro


Numa análise sobre o sector bancário angolano enviada aos investidores, a BMI afirma esperar no segundo semestre deste ano uma perspectiva mais positiva para o sector petrolífero em 2018, o que vai facilitar uma recuperação suave em 2018, com os activos a crescerem 9,8 por cento no final do próximo ano.
“Os bancos comerciais em Angola vão continuar em dificuldades devido ao clima de baixo crescimento económico e constrangimentos de liquidez, mas o aumento da produção de petróleo e a reestruturação de alguns bancos estatais vão possibilitar alguma recuperação em 2018”, destaca a agência de consultoria britânica associada à agência de notação Fitch Ratings. Apesar disso, “o sector permanece vulnerável dada a grande dependência da indústria petrolífera em fase descendente”.
A taxa de crescimento dos bancos angolanos abrandou para 2,7 por cento nos 12 meses terminados em Julho, o valor mais baixo desde pelo menos 2012, quando a consultora BMI Research começou a recolher dados.
“Apesar de uma melhoria nos preços do petróleo e uma recuperação geral na economia angolana em 2017, o sector bancário do país tem, ainda assim, lutado para manter níveis positivos de crescimento, com o total de activos a aumentar apenas 2,7 em Julho, a taxa mais baixa de que temos registo”, diz a BMI.
As dificuldades da banca em Angola manifestam-se “na forma de pouca procura de crédito, fraca qualidade dos activos e uma falta de liquidez de dólares nos próximos trimestres”, acrescentam os analistas.
Em fins de Agosto, a BMI estimou que a economia angolana cresce dois por cento este ano e 4,1 por cento em 2018.

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