Economia

Mercado mostra maior concorrência por marcas

A disputa por marcas, consumidores e concorrentes registou aumento significativo este ano, nos mais diversos domínios, no mercado angolano, particularmente em Luanda, este ano de 2017, revelou a directora geral da Marktest. Em  causa estão os vários factores, como crise económica e redução das vendas que estimulam a criatividade dos investidores e criadores. 

Consumidores apontam a Shoprite como a mais procurada antes do Kero e Alimenta Angola
Fotografia: João Salvo | Edições Novembro

Ana Paula Pereira, que falava ontem à margem da apresentação de um estudo da sua empresa sobre indicadores  do mercado angolano, disse que a disputa entre as empresas, por  um melhor posicionamento no mercado, começou a intensificar em finais de 2016, altura em que as firmas começaram  a abandonar  o estilo de venda por mera imagem, passando para uma questão de estratégia de comunicação, a fim de dominar o mercado.
Este desafio entre as marcas tem maior  relevância nos domínios dos bens alimentares e das bebidas nacionais, segundo a directora da Marktest.
Sobre as bebidas, disse que a cerveja Nocal, neste momento, lidera a lista das mais consumidas  em Luanda, seguida da Cuca, que  esteve na primeira posição no ano transacto.
Ana Pereira referiu  que o estudo aponta o facto de a maioria dos entrevistados para o estudo ser consumidor com idades a partir dos 15 anos e que estes revelaram ser o mercado informal o local onde mais compram tais bebidas. Este ano, o Shoprite  é o mais procurado, seguido do Kero e Alimenta Angola. A população entrevistada durante o estudo indica que grande parte da população recorre às cantinas de bairro para adquirir alimentos e outros produtos.
As empresas cresceram bastante sem se conhecerem e, neste momento, têm esta necessidade, assim como conhecerem bem as  necessidades dos clientes para irem  ao encontro deles, quer em termos de comunicação, quer em termos de produtos e dos seus perfis.
Para a interlocutora,  conhecer o cliente implica saber  se ele gosta do produto em causa, quer em termos de conteúdo, quer em apresentação, e se este satisfaz os seus interesses. “Agora, a voz do consumidor começa a ser mais ouvida e mais levada em conta para agradar ao consumidor”, frisou.
A evolução do mercado  e o aumento do nível de concorrência pressionou diversas empresas a recorrerem a pesquisas para melhor se orientarem. Dentre os clientes que solicitam estudos de mercado da Marktest  está o Grupo Média Nova, ZAP e a Mag Média Agency.
O representante do Grupo Média Nova, Witman Luamba, considerou que as pesquisas da Marktest têm sido importantes porque dão  uma maior visão sobre  aquilo que é o mercado publicitário angolano.
“Nós conseguimos orientar  melhor a nossa estratégia de actuação no mercado, tendo em conta o volume de  investimentos que vamos tendo, os nossos meios e podemos aliar a nossa estratégia ao sector que mais investe ou que interessa ao grupo”. O Grupo Média Nova beneficia  desses estudos e já permitiu alavancar as  suas vendas  em função do nível de investimento do mercado publicitário em Angola.  
A directora geral da Mag  Média Agency, Francisca Videira,  reconheceu que a Marktes permite conhecer melhor o mercado publicitário angolano.  “Angola é um país grande e complexo. Nós desejamos conhecer mais e melhor a informação sobre o mercado”, sublinhou.
“A Marktest ajuda-nos muito na elaboração da estratégia de comunicação dos nossos clientes e, para se fazer isso, temos de recomendar aos nossos clientes que façam as suas campanhas publicitárias nos meios  que melhor chegam ao seu público”, disse.  “Ajuda-nos a saber quais são os meios de comunicação com mais audiência,  quais os meios,  entre canais de televisão  são mais vistos,  rádios mais ouvidas, jornais mais lidos.

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