Economia

Tusk quer travar guerra comercial

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, pediu ontem ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à Rússia e à China que cooperem com a Europa a fim de evitar uma guerra comercial.

“Estamos todos conscientes do facto de que a arquitectura do mundo está a mudar diante dos nossos olhos e é nossa responsabilidade comum tornar esta mudança para melhor”, afirmou Donald Tusk, em Pe-quim, na abertura da 20ª Cimeira Anual China-UE.
Tusk afirmou que a Eu-ropa, China, EUA e Rússia têm a “obrigação comum” de não destruir a ordem global, mas antes melhorá-la, ao reformar as regras internacionais de comércio.
“Por isso, apelo aos meus anfitriões chineses, mas também aos Presidentes Trump e Putin, que comecemos em conjunto este processo a partir de uma ampla reforma da OMC (Organização Mundial do Comércio)”, afirmou.
“Ainda vamos a tempo de evitar o conflito e o caos”, acrescentou. A Cimeira Anual China-UE ocorre numa altura em que entram em vigor nos EUA taxas alfandegárias sobre 34 mil milhões de dólares de im-portações chinesas, contra o que Washington considera serem “tácticas predatórias” por parte de Pequim, que visam o desenvolvimento do seu sector tecnológico.
A China retaliou com um aumento dos impostos sobre o mesmo valor de importações oriundas dos EUA.
Donald Trump impôs também taxas sobre o aço e alumínio importados da União Europeia, que retaliou com taxas sobre um total de 3,25 mil milhões de dólares de importações oriundas dos EUA.
O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, prometeu que a China vai continuar o processo de abertura da sua economia aos investimentos e exportações europeias.

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