Economia

Microempresa angolana revela testes no Rwanda

A APPY, startup angolana que criou uma plataforma que concentra informações sobre hospitais, clínicas e farmácias em todas as províncias, participa pelo terceiro ano consecutivo na Web Summit, em Lisboa, onde anunciou os primeiros testes no Rwanda, no quadro de um plano de expansão em África.

Web Summit promove projectos de microempresas angolanas
Fotografia: DR

O director-geral da companhia, Pedro Beirão, definiu, em entrevista à Lusa, a plataforma como uma ferramenta concebida para “acrescentar transparência” e aproximar a população aos serviços de saúde, através da classificação dos estabelecimentos segundo o grau de satisfação.
A aplicação, para telefones inteligentes, permite a marcação de consultas, compra de medicamentos, aquisição de planos de saúde e também a classificação pelos utilizadores da qualidade dos serviços prestados.
Na área da Saúde, esta aplicação tem “mais informação do que o Google” em Angola, referiu, vincando que “a ideia é que as pessoas tenham acesso à saúde e que a saúde tenha acesso às pessoas”.
A equipa envolvida na plataforma é composta por 22 elementos, entre programadores e pessoas que trabalharam no inventário dos produtos e a aplicação já ultrapassou os 50 mil downloads.
Para o fundador desta startup, a Web Summit foi “um trampolim”, porque em 2017, primeiro ano em que a microempresa esteve presente na cimeira tecnológica e de empreendedorismo, foi “mais a descoberta”, mas no ano seguinte houve “encontros com vários parceiros”.
Na edição deste ano, Pedro Beirão espera encontrar-se “com mais investidores e parceiros”, de modo a poder equacionar uma eventual introdução desta plataforma além do continente africano.
A Web Summit, onde este ano participam cinco empresas angolanas, teve início na segunda-feira e decorre até quinta-feira. A cimeira tecnológica começou a ser realizada em 2010 na Irlanda, passando a ser acolhida em Lisboa desde 2016, devendo manter-se na capital portuguesa até 2028.

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