Economia

Ministro nega escassez de bens da cesta básica

O ministro do Comércio, Joffre Van-Dúnem Júnior, garantiu ontem que “não há escassez” de produtos da cesta básica no país, atribuindo os ajustes de preços de alguns bens ao “aproveitamento de especuladores”.

Joffre Van-Dúnem ao revelar boas provisões de alimentos
Fotografia: Maria Augusta | Edições Novembro

“De momento não há escassez de produtos da cesta básica. Uma coisa chama-se escassez e outra é a rotura. Também temos de ter em conta os prazos de abertura das cartas de créditos para os importadores, os prazos que são necessários para que essas mercadorias cheguem ao país e depois são distribuídas até aos respectivos pontos”, afirmou o ministro. O responsável declarou que as três vias de entrada de mercadorias no país, pelos portos de Luanda, Lobito e Namibe, também concorrem, muitas vezes, para a distribuição tardia dos bens, referindo ser este também um dos factores que leva à entrada de especuladores.
“Todos esses factores contribuem um pouco, e, como sabem, os especuladores aproveitam todos esses passos e mal haja qualquer acção fora da previsibilidade, eles aproveitam e especulam imediatamente”, comentou.
O ministro falava à imprensa na sede do Governo Provincial de Luanda, no final de uma conferência de lançamento da 1ª Feira de Negócios dos Municípios de Luanda (FE-MUL), que decorre de 23 a 27 de Outubro próximo. Para Joffre Van-Dúnem Júnior, a especulação de alguns produtos da cesta básica no país “é uma realidade” que deve ser encarada e “com foco tentar diminuir todas essas ocasiões que os nossos adversários utilizam para fazer subir o preço da cesta básica, numa altura em que de facto o poder de compra dos cidadãos não é o melhor”.
Um programa de reforço das inspecções às actividades comerciais “está já em curso”, pois, explicou o ministro, os especuladores estão atentos e caso haja uma escassez ou indício de alguma escassez, com certeza “aproveitam e nessa altura entram no mercado”.

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