Economia

Ministros europeus reúnem de emergência amanhã

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, anunciou, ontem, a realização, aamanhã, de uma reunião extraordinária de ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, para discutir “questões urgentes”, como a situação na Bielorrússia.

Fotografia: DR

“Vou convocar, para sexta-feira à tarde,um Conselho extraordinário de Negócios Estrangeiros. Discutiremos assuntos urgentes e a situação no Mediterrâneo oriental, as eleições presidenciais na Bielorrússia, bem como os desenvolvimentos no Líbano”, anunciou Borrell numa publicação na conta oficial na rede social Twitter.
Apesar de a agenda contemplar, também, as tensões entre Grécia e Turquia no Mediterrâneo oriental e a situação no Líbano após as explosões que devastaram Beirute, a reunião de sexta-feira – que, segundo fontes do Conselho, se realizará por vídeo-conferência - será marcada pela discussão em torno das eleições presidenciais de domingo, na Bielorrússia, após as quais foram vários os pedidos, incluindo da Polónia, para que se realizasse uma reunião extraordinária dos Chefes de diplomacia da UE, ainda antes do encontro informal agendado para 27 e 28 deste mês, em Berlim.
Em cima da mesa estará a possibilidade de imposição de sanções, já equacionada, na terça-feira, pelos 27.
Numa declaração, aprovada pelos 27 Estados-membros e divulgada pelo Alto Representante da União Europeia para a Política Externa, a UE denunciou que as eleições presidenciais não foram “nem livres, nem justas” e ameaçou adoptar sanções contra os responsáveis pela violência exercida contra manifestantes pacíficos.
“As eleições não foram nem livres, nem justas. (…) Procederemos a uma revisão aprofundada das relações da UE com a Bielorrússia. Poderá implicar, entre outras, a adopção de medidas contra os responsáveis das violências registadas, detenções injustificadas e falsificação dos resultados”, anunciaram, em comunicado, os 27 países.
A declaração europeia, emitida pelo gabinete de Josep Borrel, Alto Representante da UE para as Relações Externas, lamenta que, após o povo bielorrusso “ter demonstrado o desejo de mudança democrática”, as eleições não tenham decorrido de forma transparente e que as autoridades estatais tenham exibido “uma violência desproporcionada e inaceitável”.

 

 

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