Economia

Negócio do sector aéreo teve quebra acentuada

O transporte aéreo em Angola registou em 2016 quebras de 28 por cento no movimento de aviões, de 11 por cento no número de passageiros, de 19 por cento na carga e de 13 por cento nos serviços postais, afirmou o presidente da Empresa Nacional de Exploração de Aeroportos e de Navegação Aérea (ENANA).

Manuel Ceita adiantou que a crise económico-financeira que se regista no país teve repercussão directa no transporte aéreo, tendo prejudicado a actividade da ENANA que, em 2016, viu a facturação reduzir de forma significativa.
O presidente da ENANA, que não divulgou números concretos, adiantou que 35 por cento da receita prevista ficou por cobrar “devido a incumprimentos por parte de alguns clientes”. Não obstante a contracção registada, Manuel Ceita disse que a ENANA conseguiu cumprir as suas responsabilidades mais elementares, sobretudo na salvaguarda dos interesses dos funcionários que são o garante da sustentabilidade da empresa.
Neste particular, destacou o pagamento dos salários, formação profissional, ajuda médica e medicamentosa, obrigações tributárias, investimentos em domínio público e outras despesas de manutenção e funcionamento dos aeroportos e da navegação aérea.
Apesar da redução de aviões que voam para Luanda, de passageiros e de carga, Manuel Ceita disse que a ENANA tem contribuído para a diversificação económica, assumindo responsabilidades na criação e aperfeiçoamento dos mecanismos que facilitam a circulação de pessoas e mercadorias nos aeroportos angolanos.
Por sua vez, a TAAG - Linhas Aéreas de Angola conta com uma poupança, em 2016, no valor de 70 milhões de dólares norte-americanos, no âmbito do plano de negócios em poupar 100 milhões até 2019.
Em 2015, a companhia aérea teve um prejuízo de 175 milhões de dólares norte-americanos, contra os 14 milhões líquidos previstos para o ano fiscal de 2016. Nesse montante está incluída a absorção de 51 milhões de custos não contabilizados referentes ao período 2012-2015.
“Quando se considera o abrandamento da economia em Angola, conduzindo a 30 por cento de desvalorização do kwanza durante o ano, este sucesso pode ainda ser considerado impressionante”, lê-se num comunicado da companhia aérea nacional.
Grande parte da retoma alcançada deve-se à poupança feita em 2016, tendo a empresa focado a sua atenção em todos os pormenores de custos que estão sob o seu controlo e com um sucesso notável.

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