Economia

Níveis de captura caem para metade

António Gonçalves | Benguela

Os níveis de captura do pescado, na Baía Farta, província de Benguela, baixaram de 750 mil toneladas anuais na década de 90, para cerca de 300 mil nos últimos anos, revelou ao Jornal de Angola o presidente da Associação dos Industriais das Pescas, Arnaldo Vasconcelos.

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Fotografia: Edições Novembro

A redução da biomassa marinha, de acordo com Arnaldo Vasconcelos, é consequência do uso de arrastões, tendência que se acentuou na região, desde o princípio do novo milénio. 

Para o presidente da Associação dos Industriais de Benguela, é preciso que se tomem medidas estruturais para salvaguardar os recursos, limitar o licenciamento de determinadas embarcações de grande porte, sobretudo, as que recorrem à pesca por arrasto, arte que mais está a destruir os recursos pesqueiros na região.
Em algumas partes do mundo, lembrou, há países que estão a abandonar essa arte que já provou ser lesiva aos recursos marinhos, substituir pela pesca à linha, o que não acontece em Angola, que em vez de se reduzir a pesca por arrasto, assiste-se ao aumento desse tipo de frota.
“É uma situação que temos discutido com as estruturas centrais, de que esperamos a tomada de medidas para a sua inversão", disse o presidente da Associação dos Industriais de Pesca de Benguela.

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