Economia

Nova instituição dinamiza investimentos

O Alto Conselho Estratégico, criado recentemente pela Câmara de Comércio Angola/China (CAC), vai dinamizar investimentos ao aproximar mais os empresários dos dois países. A nova instituição pretende a elaboração colectiva de uma estratégia nacional do sector privado.

Instituição criada pela Câmara do Comércio Angola e China promete trabalhar para o desenvolvimento sócio-económico dos dois países
Fotografia: José Soares | Edições Novembro

Durante a cerimónia de tomada de posse dos membros do Alto Conselho Estratégico, que decorreu na quinta-feira em Luanda, o presidente da CAC, Arnaldo Calado, disse que o órgão, de carácter consultivo, tem como objectivo projectar e supervisionar as políticas que facilitam a operacionalização dos programas económicos e estratégicos do país, contribuindo para o desenvolvimento do processo de diversificação da economia.
Constituído por 54 membros, entre angolanos e chineses, o conselho é presidido pelo antigo deputado Lopo do Nascimento, que considerou de extrema importância a criação do órgão, a julgar pelas excelentes relações económicas existentes entre Angola e China, assim como pelo papel que o país asiático desempenha em África e no Mundo.
Lopo do Nascimento apelou aos membros da CAC a enquadrar neste órgão empresários com alto sentido de responsabilidade e compromisso de trabalhar para o desenvolvimento sócio-económico dos dois países, de forma mais inclusiva.
Com a criação deste conselho, o também membro do Instituto de Estudos Estratégicos da África do Sul, desejou que haja uma actuação mais virada para a política de partilha entre as empresas, evitando a utilização da política de circuito fechado. “Nos últimos 20 anos, a China tem sido o centro da minha investigação sobre as relações e os problemas dos países africanos com este país, fazendo com que visitasse muitas vezes a China a convite do Governo chinês”, sublinhou Lopo do Nascimento.
Fazem parte do conselho, entre os 54 membros angolanos e chineses, Carlos Feijó, Wei Xingyou, Albina Assis, Yao Tian Ping, Aguinaldo Jaime, Zehua Tang, Isabel dos Santos, Zheng Gang, João de Matos, Xu Ning, Carlos Sumbula, Liu Yiyong, Paixão Júnior, Chen Zhixiang, Coutinho Nobre Miguel, Li Jishe, José Filomeno dos Santos, Guo Ming, Fernando Teles e Chen Binghu.
Melo Xavier, Bao Youhong, Henriques Manuel dos Santos, Lin Jian Ping, Hélder Barber Dias dos Santos, Su Junjie, José Severino, Wang Quanchen, José de Lima Massano, Wang Chuanbing, Maria do Nascimento, Gu yongxing, António Gavião, Du Jianyuan, Carlos Cunha, Mário Leite, Daniel Santos, Fernando Pereira, Filomeno Ceita e Mateus Martins, também fazem parte do Alto Conselho Estratégico.
A Câmara de Comércio Angola/China (CAC) integra 616 empresas angolanas e chinesas e foi fundada em 2016 com o objectivo de criar um ambiente propício à interacção e confiança entre os empresários privados dos dois países e intensificar as relações comerciais. O Alto Conselho Estratégico é um órgão de carácter consultivo que depende directamente do presidente da CAC e funciona como uma plataforma desta instituição.
Nos últimos dois anos, a China investiu cerca de mil milhões de dólares norte-americanos na construção civil em Angola, tornando a cooperação económica e comercial entre os dois países mais profunda.
A China importou petróleo de Angola, que assume a primeira posição entre os exportadores africanos para aquele país.
Para o vice-presidente da CAC, Chen Song, a criação do Alto Conselho Estratégico constitui um acto importante que vai constar da história da cooperação comercial entre os dois países e reforçar o interesse dos empresários chineses e angolanos na cooperação bilateral.
Chen Song disse que o relacionamento económico entre Angola e China apresenta uma atmosfera calorosa e importante perante a conjuntura financeira que os países atravessam.
“Acreditamos que sob o pano de fundo da relação amigável, do benefício mútuo e desenvolvimento comum entre Angola e China, a CAC faça maiores contribuições para uma cooperação económica próspera que vai beneficiar o povo dos dois países”, augurou.
A cerimónia da tomada de posse do Alto Conselho Estratégico, que serviu para proferir o habitual juramento e compromisso de honra, foi testemunhado por membros do Executivo, empresários e outras individualidades.

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