Economia

Novo operador na rede móvel e de televisão por subscrição

Manuela Gomes e Madalena José |

O ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação anunciou ontem, em conferência de imprensa, em Luanda, o licenciamento de um quarto operador do sector, com o arranque das operações já previsto.

Ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação (centro) fala à imprensa
Fotografia: Edições Novembro |

José Carvalho da Rocha indicou que a empresa vai servir como operadora global de telecomunicações e tecnologias de informação, oferecendo serviços de rede móvel, fixa, dados, televisão por assinatura e outros, associados à tecnologia.
Na conferência de imprensa, consagrada aos desafios decorrentes do processo de liberalização em curso no sector, o ministro revelou que o Estado vai deter uma participação de 55 por cento no capital da futura operadora.
José de Carvalho da Rocha anunciou também um concurso internacional “a ser realizado nos próximos tempos” para a escolha do parceiro do Estado nesse consórcio, para o qual é lançado o caderno de encargos dentro de um mês.
Acrescentou que o Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação já recebeu “várias” manifestações interesse por parte de investidores nacionais e estrangeiros, mas que o processo, até à escolha final do operador, “não será concluído em menos de três meses”.
O Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação está a desenvolver um programa para preparar o único operador público do país, a Angola Telecom, para abertura do capital da empresa, com a privatização de 45 por cento.
“Vamos desenvolver um série de acções e ‘oferecer’ a abertura do capital da operadora Angola Telecom em 45 por cento e dar oportunidade aos parceiros interessados e que cumprirem com as exigências dos cadernos de encargos que vamos disponibilizar”, explicou.
Com as alterações que vão ocorrer no mercado angolano das telecomunicações, o sector das TIC espera continuar a prestar serviços à população, independentemente da região onde se encontra, com mais qualidade e a um preço mais acessível.
“Sabemos que não é um desafio fácil, mas pensamos que, com estas medidas, vamos atrair outros parceiros ao nosso mercado e verificar maior concorrência dentro do mercado ligado às telecomunicações e tecnologias de informação”, considerou.
José Carvalho da Rocha afirmou que o sector tem estado a liberalizar. Se antes, para entrar no mercado da telecomunicações, eram necessários quatro títulos habilitados, hoje reduziu-se para dois, que são as licenças de multi-serviços e a global,  global, este designado como título unificado e que permite prestar todo o tipo de comunicações, móveis e fixas.
Em relação ao lançamento do Angossat I, o ministro garantiu que o processo se encontra na recta final. “Com o lançamento da Angosat, há perspectivas de que apareçam muitos operadores nacionais e internacionais interessados em investir no nosso mercado”, prevê o ministro.
Afirmou que Angola ainda não tem cobertura total de rede móvel, pelo que se espera que, com a entrada de outros operadores, possa atingir a cobertura total. Actualmente, existe uma cobertura de apenas 52  por cento de utilizadores das telecomunicações móveis, o que equivalente a mais de 13 milhões utilizadores.
Confirmou que existe um esforço de investimento em satélite em termos de acesso internacional, tudo para aumentar a cobertura dos serviços em todo o país.
O mercado das telecomunicações e tecnologias de informação conta com três operadores - a Movicel e a Unitel nas telecomunicações móveis e a Angola Telecom na rede fixa.
Angola tem 11 milhões de cartões da rede móvel registados, indicou o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação. .

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