Economia

Novos procedimentos instituídos na SADC

Natacha Roberto

Os representantes dos países membros das Associações de Reguladores das Comunicações da África Austral (CRASA) adoptaram, ontem, em Luanda, novos procedimentos legais para melhorar a qualidade de oferta dos serviços de telecomunicações a nível da região.

Secretário Executivo do CRASA
Fotografia: Dombele Bernardo | Edições Novembro

O secretário executivo do comité de assuntos do Consumidor, Jurídicos e de Políticas da CRASA, Tony Chigaazira, que prestou estas informações ao Jornal de Angola, declarou que o documento em que os novos procedimentos estão insertos é remetido, no mês de Setembro, aos ministros dos Estados-membros para melhor apreciação e aprovação das novas acções.
Tony Chigaazira disse que o documento adoptado garante um desenvolvimento simultâneo das telecomunicações em todos os Estados-membros. “Acreditamos que as novas medidas vão reduzir de forma significativa as constantes reclamações dos utentes de telecomunicações móveis e outros serviços em  quase todos os países”, afirmou.
Nas declarações, proferidas à  margem do encerramento de um seminário sobre a  “Qualidade de serviço e de experiência para os membros da África Austral”, que decorria desde segunda-feira, considerou que a medida vai impedir que o desenvolvimento das telecomunicações nos países decorra de forma desequilibrada. “Sabemos que existem países mais avançados de que outros, mas, com a união e partilha de experiência entre os Estados-membros, podemos ter uma África a ter acesso as comunicações ao mesmo tempo e de forma estável”, disse.
Tony Chigaariza informou que todas as acções desenvolvidas pela organização continental visam melhorar as condições de vidas das populações e garantir que os meios urbanos e as zonas rurais estejam ao mesmo nível em termos no acesso aos serviços de banda larga.
Segundo o secretário executivo da CRASA, a SADC é constituída por 16 Estados que estão em diferentes estágios de desenvolvimento e cada país tem por norma a sua prioridade para desenvolver a economia. “Apesar da variedade de prioridades existente em cada país membro, o Instituto Regulador das Comunicações da África Austral tem como missão promover políticas que melhorem os serviços”, notou.
Tony Chigaariza informou que as directrizes foram desenvolvidas com o apoio financeiro da União Internacional das Telecomunicações (UIT).O representante da UIT no encontro, Kwame Baah-Acheamfuor, procedeu à entrega de certificados aos participantes do encontro que decorreu nas instalações do Instituto Angolano das Comunicações (Inacom).
A reunião, que decorreu durante quatro dias,  contou com a participação de representantes do Botswana, Ghana, Lesotho, Malawi, Namíbia e Zimbabwe.

Tempo

Multimédia