Economia

Óleo de palma absorve 30 milhões de dólares por mês

Manuel Fontoura | Ndalatando

Angola importa dez mil toneladas de óleo de palma por mês, em aquisições que em Janeiro deste ano envolveram 29 milhões de dólares das reservas cambiais angolanas e 30 milhões em Fevereiro, variáveis que os produtores nacionais encaram como uma oportunidade para liderar esse mercado.

Aquisições no estrangeiro atingem dez mil toneladas por mês
Fotografia: DR

As informações foram prestadas pelo presidente da Associação Nacional de Café, Cacau e Palmar de Angola, João Ferreira, que considera que a substituição da importação de óleo de palma à escala, pode resultar na poupança de divisas, criação de emprego e rendimentos.

João Ferreira apontou, contudo, os desafios que os produtores nacionais têm de enfrentar para absorver essa fatia do mercado, como é o facto de a produção de palmar ainda não ser feita de forma massiva, ocorrendo “de forma esporádica e desordenada, com palmeiras de difícil colheita e sem observância de pressupostos técnicos”.

De acordo com João Ferreira, a melhor opção é abandonar os métodos tradicionais em que se processa a produção e modernizá-la, com novas técnicas de cultivo, bem como a introdução de variedades melhoradas. Além disso, a produção do palmar pode ser associada a outras culturas, como é o caso do café, sobretudo a variedade Robusta, servindo de sombreamento dos cafezais.

O Cuanza-Norte é das províncias que mais produz óleo de palma, a par do Zaire, Bengo e Cuanza-Sul, embora a produção seja artesanal, particularmente nos municípios de Cazengo, Golungo-Alto e Gonguembo. Na fazenda Rogério Leal, em Cambambe, produzem-se palmeiras que dão dendém em menos de um ano, havendo 120 mil mudas para plantar em cinco mil hectares. Outras serão vendidas pelas administrações municipais para incentivarem o cultivo do palmar e a produção de óleo de palma, anunciou João Ferreira, que solicitou que os produtores elaborem projectos bancários para a obtenção de crédito.

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