Economia

OPEP reduz os cortes na produção de crude

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) aceitou ontem, por unanimidade, aumentar em cerca de um milhão de barris por dia a produção de petróleo, anunciou o ministro saudita da Energia, após uma reunião em Viena.

Delegados durante a reunião
Fotografia: DR

“Concordámos, quanto ao número de um milhão de barris que tinha sido proposto”, disse o ministro Khaled al-Faleh. “Penso que isso vai contribuir, de forma significativa, para responder à procura adicional que prevemos para o segundo semestre”, adiantou.
Este aumento de um milhão de barris por dia que vai abranger a OPEP e 10 outros parceiros, incluindo a Rússia, não ficou mencionado no texto da organização, que tem uma reunião com os restantes parceiros este sábado.
A partir de agora, a OPEP pede aos seus membros para considerarem os volumes de produção globais, em vez de fixarem objectivos por país, abrindo caminho à relocação de quotas de um país para outro. Segundo a OPEP, os produtores que tenham meios para aumentar a produção devem acelerar as extracções para compensar os eventuais défices de outros países.
Com alguns analistas presentes em Viena a manifestarem surpresa por não verem os números relativos ao aumento da produção no comunicado final, os preços do petróleo subiam nos mercados quando foi anunciada a decisão. O barril de Brent, referência para Angola, subiu 2,84 por cento para 75,13 dólares e o WTI, de referência no mercado norte-americano, avançou 3,23 por cento para 67,66 dólares.
A redução na produção acordada no fim de 2016 pela OPEP e por outros países, num total de 24 produtores de petróleo que representam mais de 50 por cento da oferta mundial, contribuiu para uma subida dos preços. A Arábia Saudita, primeiro exportador mundial, e a Rússia propuseram agora aumentar as extracções num contexto de recuperação da procura.
O Irão tinha anteriormente manifestado a sua oposição a uma subida da produção, receando perder receitas, numa altura em que a sua capacidade de exportar está penalizada pelas sanções norte-americanas, após Washington se ter retirado, em Maio, do acordo nuclear firmado com Teerão.

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