Economia

“País só beneficia de 20 por cento da produção”

O ministro dos Recursos Naturais e Petróleo de Angola, Diamantino Azevedo lamentou, em Lisboa, que Angola beneficie de apenas 20 por cento do petróleo que produz e reafirmou a intenção de ter quatro refinarias em funcionamento no país.

Apostas assentam na refinação e na indústria petroquímica
Fotografia: DR

O ministro dos Recursos Naturais e Petróleo de Angola, Diamantino Azevedo lamentou, em Lisboa, que Angola beneficie de apenas 20 por cento do petróleo que produz e reafirmou a intenção de ter quatro refinarias em funcionamento no país.
“Angola só beneficia de 20 por cento do petróleo que produz, só temos uma refinaria com capacidade para 60 mil barris, o que dá um contributo de 20 por cento. Os restantes 80 por cento das nossas necessidades têm de ser importados”, adiantou o ministro, acrescentando que quer que Angola “não só deixe de importar a maior parte dos produtos refinados essenciais, como passe a exportar, ainda que não seja no início, para a nossa própria região, ou para os países vizinhos”.
O objetivo, indicou o ministro à Lusa, “não é só de refinação, mas de desenvolvimento da indústria petroquímica, que irá alargar ainda mais o leque das indústrias em Angola”.
Nessa entrevista, Diamantino Azevedo referiu também que as paragens não programadas na exploração petrolífera no país são “um problema” que tem de ser resolvido pelas empresas.
“Em Abril tivemos uma baixa de produção devido a questões de manutenção: existe aí um problema e temos estado a trabalhar com as empresas no sentido de melhorarem a manutenção dos equipamentos, porque há paragens não previstas para além do que devia acontecer na indústria e temos de ultrapassar isso”, disse à Lusa Diamantino Azevedo.
O governante vincou que o objetivo para os próximos anos é “ter uma produção estável que permita alcançar a meta de 1,49 milhões de barris por dia e aumentar as reservas para que, nos próximos anos, possamos ter uma produção mais ou menos neste nível e daí termos elaborado a estratégia de licitação de blocos de 2019 até 2025”.

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