Economia

Países dinamizam a economia da CPLP

Angola e o Brasil são dois países importantes que têm muito para dar à realidade económica da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), países com dimensões geográficas significativas, ricos em recursos naturais e onde há muito por desenvolver em todos os domínios.

Responsável associativo prevê que a crise impulsione as economias de Angola e Brasil
Fotografia: Dombele Bernardo | Edições Novembro

A afirmação é do presidente da União de Exportadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (UE-CPLP), Mário Costa, numa entrevista publicada ontem pela imprensa portuguesa e realizada à margem do sexto encontro da associação que decorreu na sexta-feira e no sábado.
Mário Costa considerou, em relação à conjuntura económica dos dois países, que as crises económicas são muitas vezes sinónimo de oportunidade e de mudança.
Angola, lembrou, está a aproveitar para diversificar a sua economia, procurando uma alternativa às receitas do petróleo, enquanto “o Brasil tem uma dimensão de mercado interno que durante anos fez com que os empresários apenas trabalhassem virados para dentro do próprio país. Agora, estão muito receptivos para olharem para fora e, em particular, para o espaço da CPLP.”
Em relação às realidades políticas, disse estar atento, “mas o que se pretende é trabalhar de forma focada, ligar empresários e potenciar as trocas comerciais”, apontou. “Juntos, somos mais fortes e os empresários da CPLP estão a perceber que aqui existe um mercado natural para todos eles, onde se fazem negócios em português”, afirmou.
A reunião ficou marcada entre mesas redondas, temáticas e uma conferência, na qual Mário Costa abordou  o papel que Angola e o Brasil podem ter na organização e que benefícios se podem retirar da participação dos dois países na CPLP e o reforço dessa zona económica de mais de 250 milhões de pessoas, com acesso a mais de 80 mercados.
Foi colocado, na agenda das actividades, o tema da livre circulação de pessoas e bens entre os países da CPLP, um avanço importante para concretizar a dimensão económica e o comércio num espaço ideal para criar riqueza e a prosperidade no seio dos países. O comércio no universo da CPLP representou, para as empresas portuguesas em 2016, cerca de cinco mil milhões de euros (931.505 milhões de kwanzas), informou Mário Costa.
Três mil empresários dos países membros da CPLP e 30 fora deste espaço participam numa iniciativa que se constitui como uma oportunidade para promover negócios entre empresários de 17 países dos quatro continentes.

Feira em Macau


A Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa (2017 PLPEX), que se realiza de 16 a 21 de Outubro, conta com a participação de mais de 200 empresas oriundas da China, Macau e dos oito países de língua portuguesa, informou o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM).
A exposição, que se realiza este ano pela primeira vez de forma autónoma em simultâneo com a Feira Internacional de Macau, num espaço de mais de três mil metros quadrados, conta ainda com a participação de agentes de comercialização de produtos alimentares e fornecedores de serviços profissionais dos países de língua portuguesa em Macau, registados no Portal para a Cooperação na Área Económica, Comercial e de Recursos Humanos entre a China e os países de língua portuguesa.
Há ainda a realização de seminários, desfiles de moda dos países de língua portuguesa, gastronomia e exposições culturais, entre outras actividades.
Ao mesmo tempo, é estabelecido o “Centro de Serviços Comerciais para as PME da China e dos países de língua portuguesa”, visando construir uma plataforma de comunicação e cooperação.

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