Economia

Palanca produz batata frita em grande escala

Venâncio Victor | Malanje

Agricultores que se dedicam ao cultivo de batata-rena, em Malanje, passam a vender a produção à fábrica Palanca, aberta sexta-feira, na vila de Cacuso (75 quilómetros da cidade de Malanje) para produzir pacotes de 40 e 80 gramas de batata frita por hora.

Fotografia: DR

A unidade industrial, inaugurada pelo governador de Malanje, Norberto dos Santos, representa um investimento de seis milhões de dólares, do grupo empresarial TGMA–SUL, em obras desenvolvidas durante três anos.

O proprietário e administrador da Palanca, António Gomes, explicou ao governador que a unidade, erguida num espaço de 18 hectares, opera em dois turnos de seis horas e criou 47 postos de trabalho directos.
Numa primeira fase, a Palanca embala pacotes de batata-rena de 40 e 80 gramas mas, em etapas postariores, passa a expedir para o mercado sacos de 200 e 400 quilogramas, anunciou António Gomes.
Além disso, está a ser estudada a possibilidade da transformação industrial de mandioca, como também há projectos para a edificação de uma fábrica de cadernos com a patente Palanca e o engarrafamento de caporroto, be-bida destilada muito popular da região de Malanje.

Apelo do governador
O governador de Malanje apelou aos camponeses a aumentarem a produção de batata-rena e doce, aproveitando o valor acrescentado que a fá-brica proporciona aos agricultores locais.
“A fábrica de processamento de batata frita confere valor acrescentado à agricultura familiar, já que vai exigir a aquisição de grandes quantidades do produto para o seu funcionamento”, disse o governador, acrescentando que o empreendimento tem potencial para reduzir a importação de produtos de origem vegetal.
Norberto dos Santos reiterou, na oportunidade, o convite para que mais investidores participem no processo de industrialização da província de Malanje, aproveitando as potencialidades agrícolas locais. “Precisamos de mais investidores e empresários, para podermos industrializar e aumentar a produ-
ção, tendo em conta as potencialidades agrícolas da província”, sublinhou.
Norberto dos Santos foi secundado pelo administrador de Cacuso, Caetano Tinta, para quem a infra-estrutura constitui um ganho para o município, já que vai incentivar o aumento da produção da batata-rena e doce em toda a província.
Caetano Tinta sublinhou que as autoridades vão continuar a atrair mais investimentos para Cacuso, aproveitando as terras férteis, recursos hídricos e energéticos, como as barragens de Láuca e Capanda e outros factores de produção.

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