Economia

Parceria Público-Privada animou debate em Viana

Helma Reis

Angola pode vir a ajudar a fortalecer as redes de unidade de Parceria Público-Privada (PPP) no continente africano, admitiu a ugandesa Beatriz Florah, uma das convidadas estrangeiras que dissertaram sobre os Modelos de Unidade de PPP, na sessão de quarta-feira da Conferência Internacional sobre o Financiamento do Desenvolvimento Económico, que termina hoje, na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo.

Fotografia: DR

A técnica ugandesa, que trouxe a Angola a experiência do seu país, não explicou a forma como Angola pode fortalecer a unidade de PPP no continente africano, mas disse que a PPP é uma fonte de financiamento adicional e alternativo disponível às instituições públicas.

Beatriz Florah, que é a directora da Unidade de Parceria Público-Privada no seu país, considerou a PPP “uma partilha óptima de riscos” inerentes a qualquer projecto em execução.
“A Parceria Público-Privada é uma fonte adicional de financiamento de projectos, porque fomenta a inovação e análise no sector privado, dando perspectiva de investimento a longo prazo”, declarou a especialista ugandesa. No Uganda, quando se deu início ao processo de privatização, algumas PPP foram feitas nos sectores dos transportes, com destaque para os Caminhos-de-Ferro, a energia e a hotelaria e turismo, lembrou Beatriz Florah.
O sucesso registado na implementação de uma PPP está condicionado à realização de um diagnóstico em todo o país, além da necessidade de ser traçada uma linha orientadora e legislação que regule as parcerias.
Por sua vez, Maria Zagalo, directora da Unidade Técnica de Acompanhamento de Projectos de Portugal, disse que as Parcerias Público-Privadas alimentam o Orçamento Geral do Estado no que diz respeito aos encargos e responsabilidades decorrentes de contratos.
O brasileiro Walter Baere, do Ministério do Planeamento do Brasil, afirmou que as estratégias de comunicação sobre Parcerias Público- Privadas são factor-chave para o sucesso de qualquer projecto viável.
“Os bons resultados devem ser esperados com paciência”, defendeu o brasileiro, que também disse ser necessário que as Parcerias Público-Privadas sejam feitas com qualidade e que resulte no desenvolvimento de que o país precisa”, acentuou Walter Baere, um antigo secretário de Estado do Planeamento do Brasil.

Tempo

Multimédia