Economia

Petroleiro da Sonangol resolve crise energética de São Tomé e Príncipe

Natacha Roberto

A Sonangol confirmou ao Jornal de Angola que um petroleiro da companhia que hoje atracou em São Tomé e Príncipe vai resolver o problema da falta de combustível e de electricidade naquele país, às escuras há cinco dias.

Sonangol garante que tem feito abastecimento regular de combustível a Ilha de São Tome e Príncipe
Fotografia: DR

O administrador supervisor para a área de Logística da Sonangol, Luís Maria, afirmou à nossa reportagem que a estatal angolana realiza de forma regular o abastecimento de combustíveis à Ilha de São Tomé e Príncipe por via da Empresa de Combustíveis e Óleo (Enco), uma participada da Sonangol.

As notícias iniciais, divulgadas ontem pela Lusa, diziam que o petroleiro angolano terá atracado no Porto de Neves [norte da ilha de São Tomé] cerca das 4h00 e procedeu o abastecimento dos postos de venda de combustível no período da tarde.

Nos últimos cinco dias, São Tomé e Príncipe tem estado às escuras, com a Empresa de Água e Electricidade (Emae, pública) a fornecer apenas quatro horas de luz por dia. A Enco é uma sociedade detida de forma maioritária pela Sonangol, que se dedica à distribuição e comercialização de refinados. A Sonangol exporta para São Tomé e Príncipe, petróleo, gás e outros derivados do petróleo.

No primeiro carregamento de gás natural realizado em Junho de 2017, a Sonangol forneceu 12,7 toneladas métricas de gás, uma tendência que tem sido decrescente, à luz dos dados obtidos durante a crise de combustíveis naquele país.

Troca de mimos

Ao longo do período de escassez, a Emae acusa a Enco de suspender o abastecimento de gasóleo em São Tomé e Príncipe, enquanto esta atribui à Emae a ausência de “capacidade de gestão de stocks.” “Os responsáveis da Emae sabem que, nos últimos meses, temos vivido uma situação diferente do habitual, ou seja, não têm recebido a quantidade regular de combustíveis que vinham recebendo de Angola”, disse uma fonte da Enco citada pela Lusa.

Uma fonte governamental avançou que a quantidade de combustíveis que chegava ao país proveniente de Angola diminuiu consideravelmente e lamenta o açambarcamento, sobretudo, do gasóleo e do petróleo doméstico nos postos de abastecimento.

A crise do gasóleo e do petróleo doméstico em São Tomé e Príncipe e, consequentemente de energia eléctrica, acontece numa altura em que o país assinala o 44º aniversário da independência que se comemorou hoje.



Tempo

Multimédia