Economia

Polícia quer vistorias com meios electrónicos

André da Costa

A aquisição de meios electrónicos modernos como scanners e aparelhos de Raio X para controlar de forma mais eficaz o tráfego de pessoas e bens no Porto de Luanda foi ontem recomendada pelo segundo comandante-geral da Polícia Nacional.

Polícia exige mais rigor na fiscalização do trâfego portuário
Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro

A informação foi avançada à comunicação social pelo director adjunto do Gabinete de Estudos Informação e Análise da Polícia Nacional, subcomissário Agostinho dos Santos, depois de uma visita efectuada pelo segundo comandante-geral da Polícia Nacional ao Porto de Luanda.
Agostinho dos Santos acentuou que, dadas as insuficiências verificadas na segurança das pessoas e bens que entram e saem do Porto de Luanda, principal ponto de descarga de mercadorias provenientes de várias partes do mundo, foi orientado a elevação da combinação no controlo físico e electrónico daquele empreendimento económico.
O director adjunto do Gabinete de Estudos Informação e Análise do Comando Geral da Polícia Nacional explicou que a visita foi realizada no âmbito do reforço da fiscalização e controlo de entrada de pessoas e mercadorias naquele espaço.
A insuficiência de meios electrónicos é colmatada por uma combinação na fiscalização física de mercadorias feitas com intervenção da Polícia Fiscal, Administração Geral Tributária e as forças de segurança privada.
Agostinho dos Santos afirmou que as insuficiências em termos de material de segurança electrónica verificadas no Porto de Luanda não perigam o controlo na entrada de pessoas e mercadorias, mas há necessidade de reforço, para se ter uma segurança mais eficaz. “A principal preocupação é a aquisição de mais meios electrónicos de rastreio das mercadorias, como scanners fixos e móveis para as mercadorias”, disse.
O segundo comandante da Polícia Nacional, que em quatro horas visitou o Porto de Luanda, onde percorreu os terminais da Unicargas, Sogeste, Soportos e Multiterminais, recebeu explicações sobre o seu funcionamento.
Todo o processo relacionado com a tecnologia usada para manuseamento de mercadorias dos navios provenientes de várias partes do mundo foi explicado pelos responsáveis dos terminais.
Agostinho dos Santos acentuou que o Porto não representa um ponto crítico na entrada de drogas, mas lembrou que foi naquelas instalações onde, no ano passado, foram apreendidos 600 quilos de cocaína.
O director de Segurança do Porto de Luanda, Romão Andrade, afirmou que os riscos estão acautelados e onde não há meios suficientes para dar maiores garantias, a função é assumida pelo pessoal. Romão Andrade acrescentou que a dinâmica do comércio marítimo internacional exige a aplicação de técnicas capazes de garantir uma maior segurança das mercadorias, minimizando o esforço físico dos funcionários.

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