Economia

Pouca afluência de visitantes marca primeiro dia da Projekta

Augusto Cuteta e Roque Silva

Ambiente morno. É assim que expositores consideraram o cenário vivido ontem, primeiro dia da 16ª edição da Projekta, a Feira Internacional de Equipamentos e Serviços para a Construção Civil, Obras Públicas, Urbanismo, Arquitectura e Decoração de Interiores e Imo- biliário, que encerra sábado.

Até por volta das 17h00, uma hora antes do fecho, poucos eram os visitantes no local
Fotografia: Eduardo Pedro | Edições Novembro

Depois da abertura da feira, pelo ministro da Construção e Obras Públicas, Manuel Tavares de Almeida, os portões foram abertos ao público. Mas, até por volta das 17h00, uma hora antes do fecho do espaço em que decorre a feira, poucos eram os visitantes que percorriam os cerca de 120 stands de exposição.

Os expositores contactados pelo Jornal de Angola no primeiro dia da Projekta, que decorre sob o lema “Projectar o futuro, construindo o presente”, em simultâneo, e no mesmo espaço, com o Salão Imobiliário de Angola (SIA), na Zona Económica Especial (ZEE), disseram acreditar que, a partir de hoje, o cenário pode vir a mudar, com a presença de mais visitantes.
Outros expositores também são de opinião que o local, a Zona Económica Especial, devido à sua localização, longe da cidade, seja um dos factores que afugenta alguns possíveis visitantes. “Aqui, com a ausência de transportes públicos, tudo fica mais difícil”, disse a expositora Adalgisa Guimarães.
Segundo a expositora, quando se realizavam as feiras nas instalações da Feira Internacional de Luanda, no município do Cazenga, e na Baía de Luanda, os stands registavam grandes enchentes. “Precisa-se de uma estratégia de transportes para que o público possa aderir em massa às feiras que têm lugar aqui, na Zona Económica Especial”, realçou Adalgisa Guimarães.
Além da pouca adesão de visitantes, a situação económica das empresas também retira alguma participação destas últimas na Projekta, em que, até, há dois anos, registava mais de 300 expositores de diversas instituições do sector imobiliário.
É o que afirma Pedro Caldeira, presidente da Associação dos Profissionais de Imobiliárias de Angola (APIMA), organização que conta com 12 empresas na Projekta. Para o responsável, a pouca participação das instituições empresariais tem a ver com a fraca capacidade financeira para esses grupos suportarem as despesas em eventos do género.
“É difícil para empresas que estão a sobreviver terem condições para custear despesas com feiras, embora esses eventos sejam bastante importantes para a promoção de produtos e serviços e troca de experiências entre os intervenientes dos diferentes sectores da economia do país”, disse.
Para hoje, a Projekta e o Salão Imobiliário de Angola, que decorrem num espaço de 28 mil metros quadrados, está reservada a realização de uma formação sobre Técnicas de Comercialização de Produtos Imobiliários, a ser orientada por Vasco Reis, de Portugal, enquanto, amanhã, se realiza um Fórum sobre a Regularização Jurídica Imobiliária e Financiamento à Habitação Social.
No sábado, dia de encerramento da Projekta e do Salão Imobiliário de Angola, acontece a cerimónia de premiação para os expositores mais destacados, segundo o programa de actividades distribuído à imprensa pela Arena Eventos, organizadora da feira, que conta com o apoio institucional dos ministérios da Construção e Obras Públicas e do Ordenamento do Território e Habitação.

Sector da Construção é dos que mais emprega

As empresas de Construção Civil e Obras Públicas geraram mais de 28 mil novos postos de trabalho, nos últimos dois anos, tornando-se, assim, no segundo sector que mais empregos criou no país, no referido período, revelou, ontem, em Luanda, o ministro da Construção e Obras Públicas.
Manuel Tavares de Almeida tornou pública a informação quando presidia à cerimónia de abertura da 16ª edição da Projekta, Feira Internacional de Equipamentos e Serviços para a Construção Civil, Obras Públicas, Urbanismo, Arquitectura, Decoração de Interiores e Imobiliário, e do Salão Imobiliário de Angola (SIA), que decorrem até sábado na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo, em Viana.
O ministro disse que os mais de 28 mil novos postos de trabalho criados pelo sector, só superados pelo Comércio, foram ocupados maioritariamente por jovens em obras de construção civil, de manutenção e conservação de estradas e em projectos habitacionais.
Quanto à realização em simultâneo das duas feiras, o ministro salientou que os eventos servem de barómetro e impulsionam os sectores da Construção Civil, Obras Públicas e do Imobiliário.
O titular da pasta da Construção e Obras Públicas reconheceu as dificuldades por que passam os investidores na aquisição de divisas para a compra de matérias-primas e considerou o ambiente oportuno para provocar o “engenho criativo” e a aposta na produção nacional.
Manuel Tavares de Almeida encorajou os investidores a continuarem a apostar na transformação da matéria-prima local, para atender o mercado nacional, e, por via disso, aumentar o número de postos de trabalho.
O sector da Construção Civil e Obras Públicas, de acordo com o ministro, tem feito um esforço significativo na construção e recuperação de infra-estruturas públicas, muitas já reabilitadas, mas, actualmente, degradadas por falta de manutenção e conservação.
“Estamos a incentivar essa indústria, criando projectos inovadores e apelando à iniciativa privada, para que ela recorra ao mercado local e possa desenvolver a indústria de material de construção e de projectos”, acentuou o ministro Manuel Tavares de Almeida.
O ministro disse à imprensa, no final da visita guiada aos stands, que sai do local satisfeito, por ver uma forte tendência na continuidade da produção nacional.
A 16ª edição da Projekta e a primeira edição do Salão Imobiliário de Angola são uma iniciativa dos ministérios da Construção e Obras Públicas e do Ordenamento do Território e Habitação e são realizadas em parceria com a empresa Eventos Arena.

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