Economia

Redução nas importações no primeiro trimestre

Madalena José |

Angola reduziu significativamente o volume de importações, durante o primeiro trimestre, ao ter atingido um milhão, 516 mil e 748,79 toneladas de carga.

Porto de Luanda voltou a liderar a recepção de mercadorias importadas enquanto o do Namibe comandou as exportações
Fotografia: João Gomes | Edições Novembro

O valor representa uma quebra de 5,13 por cento (82 mil e 100,28 toneladas) em relação ao mesmo período de 2016, indicam dados do Conselho Nacional de Carregadores (CNC).  O economista Rui Malaquias atribui a queda das importações, no primeiro trimestre,  às restrições na atribuição de divisas às empresas pelo Banco Nacional de Angola (BNA), o que  limitou a importação de matéria-prima, produtos e bens de consumo de primeira necessidade. “A queda das reservas bancárias reduz a venda de divisas e também reduz a importação de produtos e bens de consumo”, considerou o economista. Entre os produtos importados, o clínquer, matéria-prima fundamental para a produção de cimento, voltou a ser a carga mais destacada ao representar 10,6 por cento. O país importou 161 mil e 317,3 toneladas no primeiro trimestre,  menos  126 mil e 384,77 comparativamente ao período homólogo de 2016, registando a queda na importação marítima do clínquer de 43,93 por cento.
Neste período, o volume total de carga contemplou produtos como o arroz, com 10,2 por cento, açúcar de cana (7,4 por cento), a farinha de trigo (7,3 por cento) e de cereais (4,1 por cento), respectivamente. O documento trimestral informa que o Porto de Luanda absolveu 77,8 por cento da carga total importada, com registo em baixa de 6,53 por cento comparativamente ao período anterior. Em queda estiveram também os portos de Cabinda 23,59 por cento e Lobito 6,93 por cento.
Durante o período em análise, registou-se igualmente a entrada, por via marítima, de mil e 624 veículos, 99,3 por cento dos quais, desembarcaram no Porto de Luanda, registando uma queda de 19,52 por cento de unidades de veículos.
Neste período, o importador de destaque foi a Nova Cimangola, que importou 132 mil e 824,27 toneladas de clínquer (8,76 por cento), menos 70 mil 616,33 toneladas face ao primeiro trimestre de 2016, registando uma quebra de 34,71 por cento. A Biocom (5,16 por cento) e a Cimenfort Industrial (3,9 por cento) são as empresas que ficaram na segunda e terceira posição, respectivamente.
Os países como Tailândia (13,3 por cento), Portugal (13 por cento) e Brasil (12,2 por cento) constituíram os principais mercados de exportações marítimas para Angola, durante o primeiro trimestre de 2017/2016. A China ocupou a quarta posição com queda de 27,91 por cento. 
Entre Janeiro e Julho, o comércio entre a Angola e a China atingiu 13.378 milhões de dólares (2,231 triliões de kwanzas), mais 48,61 por cento que no mesmo período do ano passado, indicam dados recentes do Fórum de Macau. Os números, que dão conta das trocas entre a China e os países de língua portuguesa ao longo daquele período, afirmam  que Angola vendeu ao país asiático produtos avaliados em 12.129 milhões de dólares (2,022 triliões de kwanzas) e comprou o equivalente a 1.249 milhões de dólares (mais de 208 milhões de kwanzas).As importações angolanas cresceram em 50,50 por cento, enquanto as exportações para a China subiram em 32,47 por cento.
O valor do comércio bilateral observado nos primeiros sete meses de 2017 é superior ao registado entre Janeiro e Outubro do ano passado, quando as trocas entre os dois países atingiram 12.788 milhões de dólares (2,132 triliões de kwanzas), o que assinala uma tendência para o crescimento da balança  comercial sino-angolana.
A Ásia continua a liderar a lista das zonas de importação de Angola, por influência da China e a Coreia do Sul, com 39,5 por cento do volume global das importações, tendo exportado para Angola menos de 68 mil 297,41 toneladas em relação ao mesmo período de 2016.
No segmento da exportação, o Porto do Namibe liderou com 73,15 por cento da carga, seguidos pelos portos do Soyo (12,8 por cento) e Luanda (10,16 por cento). O granito e outras pedras de cantaria, com representatividade de 52,9 por cento, a madeira em bruto (8,11 por cento) e a farinha de peixe (5,47 por cento) foram os  produtos mais exportados.

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