Economia

Preços dos terrenos caem para a metade

Os preços dos terrenos infra-estruturados, inicialmente fixados entre 90 a 214 dólares por cada metro quadrado, sofreram uma redução na ordem dos 50 por cento, anunciou, no sábado, o presidente do Conselho de Administração da Empresa Gestora de Terrenos Infra-estruturados (EGTI, E.P.), Pedro Cristôvão.

Preços referem-se a terrenos da zona do Kilamba e Sequele
Fotografia: Edições Novembro

A medida, que reduziu para 45 dólares os preços dos terrenos anteriormente fixados em 90 dólares e para 107 os orçados em 214, de acordo com o responsável, teve em conta a perda do poder de compra dos cidadãos.
“Tendo em conta a actual realidade económica do país, caracterizada pela perda do poder de compra dos cidadãos, os antigos preços sofreram alguma redução na ordem de 50 por cento. Nessa revisão de preços, tivemos o cuidado de ter em conta aquilo que é a capacidade de aquisição”, revelou a fonte.
Em entrevista à Angop, o gestor lembrou que os preços definidos para os terrenos infra-estruturados em 2015, que ainda vigoravam até recentemente, “não se adequam a actual realidade económica do país”, tendo em conta a constante variação da taxa de câmbio e a desvalorização da moeda nacional.
Naquela altura (2015), recordou, os preços foram fixados na ordem dos 90 dólares por cada metro quadrado, na zona adjacente da centralidade do Sequele, e USD 214/metro quadrado no Kilamba.
Com essa redução, prevê-se que os preços dos terrenos infra-estruturados estejam fixados na ordem dos 45 dólares/metro quadrado, no Sequele, e 107 dólares no Kilamba, de acordo com as contas feitas pela Angop.
Os novos preços desses terrenos, destinados à construção de residências ao gosto/escolha do cliente, serão conhecidos hoje, em Luanda, durante o acto de lançamento da campanha de vendas dos espaços urbanizados.
Nessa primeira fase, o processo de vendas desses espaços vai começar nos terrenos adjacentes à centralidade do Kilamba, em Luanda, que conta com cerca de cinco mil hectares infra-estruturados.
Ao câmbio actual, 45 dólares equivale a 21 mil e 592 kwanzas, enquanto 107 dólares corresponde 54 mil e 701.
Isso significa que cada metro quadrado poderá custar cerca de 21 mil e 592 kwanzas, no Sequele, e 54 mil e 701 no Kilamba.
Segundo Pedro Cristóvão, os terrenos infra-estruturados (zonas urbanizadas para construção de casas e outras infra-estruturas) podem ser adquiridos em kwanza, tendo como referência o dólar com a taxa de câmbio actual.
Explicou ainda que os preços dos terrenos têm como referência o dólar, porque os custos de infra-estruturação dessas áreas foram determinados nessa moeda estrangeira, que regista variações constantes no mercado cambial.
Referiu que o início de vendas desses terrenos servirá também para recuperar, a curto e médio prazo, o investimento que o Estado efectuou nessas infra-estruturas urbanas.
Para além do Sequele e Kilamba, as urbanizações do Camama e Jardim de Rosa também contam com projectos de infra-estruturação, que estão em fase de conclusão.
Juntando todas urbanizações, pelo menos 50 por cento dos terrenos já estão infra-estruturados, aguardando pelo início do processo de vendas, afirmou o responsável.
De acordo com o gestor, após o acto de lançamento da campanha de venda dos terrenos, a empresa que dirige estará disponível a receber as pessoas interessadas às candidaturas, para prestar os devidos esclarecimentos e orientar o deve ser feito.
Para o efeito, adiantou, os interessados poderão dirigir-se no distrito urbano da Centralidade do Kilamba, onde terá um posto montado com técnicos que irão passar as informações adicionais, podendo também os interessados deslocar-se até a sede da empresa, localizada em Talatona.
Sem avançar o valor arrecadado e investido nas infra-estruturas, o responsável afirmou que o projecto-piloto de infra-estruturação de terrenos começou em Março de 2017, mas que as primeiras comercializações só tiveram inicio em 2018.

Critérios de adesão aos terrenos infra-estruturados
A iniciativa de âmbito nacional inclui todos os cidadãos que queiram realizar o sonho da casa própria ou começar o seu negócio nessas áreas urbanizadas, desde que se cumpra com os requisitos exigidos na fase negocial entre o cliente e a EGTI, E.P.
Cada cidadão é livre em escolher a área e o tipo de habitação ou outro empreendimento que queira construir nesses terrenos, cumprindo com os parâmetros urbanísticos definidos pelo Estado.
Para Pedro Cristóvão, os projectos de infra-estruturação urbana são feitos consoante a realidade económica dos cidadãos, visando abranger o maior número possível de pessoas com necessidades habitacionais.
Cada pessoa, prosseguiu, poderá escolher o projecto urbanístico que se enquadra com o seu poder financeiro, sendo que a infra-estruturação oferecerá opções de construir casas mais económicas, unifamiliares (térreas) e multifamiliares (edifícios com apartamentos).
Alertou que esse processo, que prevê abranger ainda no próximo ano cerca de 12 províncias do país, será feito de forma faseada, garantindo que os cidadãos que não conseguirem na primeira fase poderão esperar outras fases.
Disse que a primeira fase do projecto também estará virada na arrecadação de receitas, que possibilitarão infra-estruturar outras áreas para beneficiar mais pessoas.

Tempo

Multimédia