Economia

Preços continuam a subir no Cunene

Dionísio David | Ondjiva

Os preços dos produtos da cesta básica continuam a subir no Cunene, apesar de as autoridades locais afirmarem que o regime de preços fixos e vigiados deve ser rigorosamente observado com base nos valores anteriores à onda especulativa que assolou o mercado nas últimas semanas.

Governo promove o fomento à produção nacional em todas as regiões do país para a redução da dependência da importação de bens
Fotografia: Miqueias Machangongo

O Jornal de Angola apurou em mercados e estabelecimentos comerciais que o quilo de sal, que há um mês custava cem kwanzas, vale agora 349, a batata passou de 200 para 339, o litro de óleo subiu de 200 para 500 e o de açúcar de 150 para 250.
Um saco de arroz de 25 quilos, que no mês de Dezembro do ano passado valia 2.700 kwanzas, custa nove mil. O preço do quilograma de açúcar subiu de 3.700 kwanzas para 7.990, o arroz e a farinha de milho passou de 2.500 para 5.600, o feijão de 4.000 para 11.500 e a caixa de massa alimentar sofreu um agravamento de 1.500 para 3.200, chegando a 5.000 em algumas lojas.
O inspector da Direcção Provincial do Comércio do Cunene, Calmindo Napoleão, disse ao Jornal de Angola que os preços praticados antes da publicação do Regime dos Preços Fixos e Vigiados, pelo Ministério das Finanças vão continuar em vigor, tendo em conta variáveis como o período das importações, o frete e as taxas aduaneiras. Calmindo Napoleão lembrou que o crime de especulação prevê a detenção dos infractores que violarem a lei ao imporem preços superiores à margem de lucro aprovada.
O inspector provincial apelou aos consumidores para denunciarem os comerciantes que estiverem a praticar preços mais altos que o estabelecido por lei. Retalhistas alegaram que a subida dos preços dos produtos da cesta básica está relacionado com a valorização do dólar, principalmente no mercado informal, onde a aquisição de divisas é mais fácil.
Na terça-feira, porém, a directora do Comércio, Maria Garrido, afirmou que a valorização do dólar não deve ser transferida para os preços das mercadorias importadas no ano passado. A funcionária pública Florentina Hisakenua, mãe de seis filhos, afirmou ao Jornal de Angola que, com o salário que recebe, já não consegue pagar as contas da casa, o que inclui a compra de alimentos, despesas escolares, consumo de energia e água, além dos eventuais gastos com a saúde.
Florentina Hisakenua é obrigada a recorrer a empréstimos de pessoas amigas para responder às necessidades da família.

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