Preços do petróleo derrubam o açúcar


12 de Janeiro, 2017

Os preços do açúcar mantiveram-se em baixa nos mercados internacionais, devido à alta do preço do petróleo, informou ontem o jornal Valor Económico.

Em Nova Iorque, a encomenda para Março ficou cotada a 20,42 centavos de dólar por libra-peso, uma descida de 33 pontos percentuais.
“A queda reflecte a desvalorização do petróleo, em meio a dúvidas sobre a capacidade dos países exportadores da matéria-prima de reequilibrar a oferta mundial, após as perfurações de poços nos Estados Unidos avançarem na última semana”, noticia o jornal.
Além disso, as cotações também se mantêm pressionadas com a resistência da Índia em manter o imposto sobre a importação de açúcar, mesmo com o défice na sua procura interna.
No contrato para Maio, o açúcar caiu 18 pontos, com os negócios a rondarem 20,23 centavos de dólar, por libra-peso. O mês de Julho também verificou uma queda de seis pontos e fechou em 19,86 centavos de dólar, por libra-peso. Outubro deste ano fica estável, já que as encomendas fecharam em alta.
Em Londres, os preços também desvalorizaram nos três primeiros leilões. No lote para Março de 2017, a matéria-prima fechou cotada a 538,20 dólares a tonelada, uma baixa de 5,20 dólares, comparando com a sessão da véspera. O contrato para Maio fechou em 538 dólares e para o de Agosto em 531,80 dólares a tonelada, uma queda de 3,60 dólares e 0,60 cêntimos do dólar. Já nas demais sessões, houve uma valorização dos preços.
No mercado brasileiro, o açúcar teve um segundo dia de alta, de acordo com os índices do Cepea/Esalq, da Universidade de São Paulo. As cotações fecharam ontem em 89,26 reais o saco de 50 quilogramas do tipo cristal, uma alta de 0,08 por cento, comparada com os indicadores da véspera.
O etanol hidratado brasileiro voltou a subir e os dados apresentados pela Esalq/BVMF apontam o metro cúbico do biocombustível cotado em 1.914 reais, um aumento de 0,26 por cento.

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