Economia

Privatização da indústria de aviação em África

Pedro Luís Pinheiro*

África, o continente que durante a era colonial tinha o seu desenvolvimento dependente da disputa e interesses económicos das potências coloniais.

Fotografia: DR

Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) de 1954 e 1956, mostram que o continente africano tinha como percentagens da produção mundial de minerais e do sector agrícola, excluindo a antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), os seguintes:
Durante a década dos anos setenta, depois de uma época de independência da maioria dos países, o continente africano teve o seu maior crescimento. O seu Produto Interno Bruto (PIB) era de 5,7 por cento em média, por ano, diminuindo para valores negativos, a partir de 1980, e recuperado em 1989 para um crescimento médio do PIB de 2,00 por cento.
Actualmente, as projecções de crescimento económico de África são maiores, mas ainda mantém-se muito lento ao desejado. África tem cerca de 60 por cento de terras aráveis não utilizadas, que lhe alavancaria para diversificar a sua economia e tornar-se o celeiro do mundo.
Presentemente, o continente continua a ter desenvolvimento muito moroso, tanto é que uma boa parte dos países ainda não alteram sequer, de forma significativa, o seu quadro legal, o sistema de administração, as estradas, os caminhos-de-ferro, os aeroportos, as companhias aéreas, bem como os modelos de comunicação concebidos para atender as necessidades das ex-potências colonizadoras.
Consequentemente, o transporte aéreo e o comércio também são direccionados maioritariamente para a Europa, devido as ex-ligações coloniais e afinidades familiares e culturais. Apesar do tráfego aéreo internacional gerado a partir de África ter crescido 9,8 por cento, as companhias europeias continuam a deter a maior quota em relação às companhias africanas.
     *Ph.D em Gestão de Aviação

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