Economia

Privatizações sem risco para os empregos e a soberania

O processo de privatizações das empresas públicas, que decorre até 2022, “não coloca em risco os postos de trabalho, nem põe em causa a soberania das actividades do Estado”, estando projectado para o aumento da eficiência às empresas e dos rendimentos das famílias.

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Fotografia: DR

A declaração foi proferida pelo coordenador adjunto do Grupo Técnico do Programa de Privatizações (ProPriv), Patrício Vilar, citado ontem pela Angop a afirmar também que a eficiência das empresas leva ao crescimento e dá mais oportunidades de trabalho e qualidade de vida à população.
“A afirmação segundo a qual as privatizações vão prejudicar ou pôr em causa os empregos é um mito, porque a maior parte das empresas a serem privatizadas, com participações minoritárias do Estado, já são geridas pelo sector privado. É tempo de tornar as empresas mais eficientes, para que, através do crescimento da economia, possam garantir empregos bem remunerados e sólidos”, disse Patrício Vilar.
A privatização, prosseguiu o responsável, “não é um fim em si mesmo, mas o início de um processo para dar maior eficiência às empresas e à economia nacional.”
Quanto à preocupação levantada por alguns populatres sobre uma possível perda da soberania das actividades nas empresas de referência nacional, Patrício Vilar esclareceu que as privatizações não significam a venda destas instituições, mas a utilização, de forma mais racional, dos recursos do Estado, com vista a tornar a actividade económica mais liberalizada e eficiente.
“Não faz nenhum sentido que o Estado tenha participações em empresas que podem ser autónomas ou geridas por si próprias”, reforçou coordenador adjunto.
Patrício Vilar lembrou que a soberania do Estado sobre empresas como a Sonangol, Endiama e TAAG está assegurada pelo processo de reestruturação que tiveram lugar e dos quais vão continuar a beneficiar.

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