Economia

Produção de crude caiu 6,0 por cento

A produção de petróleo em Angola nas 16 concessões petrolíferas registou, durante o exercício económico de 2019, um decréscimo de 6,0 por cento, quando comparado com o ano de 2018, segundo o relatório de gestão da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) relativo àquele primeiro período.

Fotografia: DR

A redução na produção deve-se ao declínio natural observado nos blocos 14, 17, 18, 31, de acordo com o documento citado, ontem, pela Angop, apontando para a produção de 504.827.622 barris de petróleo em 13 blocos, incluindo 2.457.123 barris de condensados produzidos na fábrica ALNG.
A média da produção diária foi de 1.38.089 barris de petróleo, uma queda de 1,31 por cento abaixo da previsão para o ano, que foi de um 1.401.411 barris de petróleo por dia.

Os blocos tiveram um decréscimo de pelo menos 20 por cento da produção comparativamente a 2018, sendo que este impacto na produção total tem sido minimizado com a produção do bloco 32 que entrou em operação no 2º semestre de 2018.

Cerca de 81 por cento da produção total de Angola foi proveniente de águas profundas e ultra profundas, sendo as águas rasas responsáveis por 18 por cento e a produção em terra por 1,0 por cento.

As perdas de produção totalizaram 56.540.304 barris de petróleo, sendo apenas 37 por cento destas perdas planeadas.

O grau de execução das manutenções preventivas das instalações de produção dos diferentes blocos em operação rondou os 85 por cento, sendo a eficiência operacional mantida nos 94 por cento.

No período em análise, foram perfurados mais de 94 mil metros de poços de desenvolvimento e exploração com custos acima dos 1.359 milhões de dólares. Foram ainda concluídos 35 poços de desenvolvimento, sendo 18 produtores, oito injectores e nove de exploração.

Naquele período, foram desactivados de forma definitiva 12 poços de perfuração e completados três poços de desenvolvimento.

Estiveram em actividade sete sondas “offshore” e duas em terra, destacando-se LWIV, que realizou intervenções no Bloco 31, bem como as unidades de Coiled Tubing, Wireline, Slickline, Comb Unit e Hot Oil Boa, que realizaram actividades no Bloco 0.

Segundo o relatório da agência, o custo operacional médio ponderado da indústria petrolífera no ano de 2019 foi de 9,98 dólares por barril, excluindo os custos de abandono, tendo-se registado um acréscimo em 25 por cento comparativamente ao ano de 2018, o que é justificado pela queda natural da produção, principalmente nos Blocos 0 e 17, aliado à carência de constantes intervenções de reparação e manutenção a maioria deles.

Os custos operacionais mais baixos foram registados nos Blocos 32, de 3,2 dólares por barril e no 17, de 6,4 dólares por barril. Um dos menores níveis de eficiência foi observado no Bloco 4/05, de 40,81 dólares por barril.

Tempo

Multimédia