Economia

Produtos agrícolas apodrecem na Chibia

Cento e cinquenta toneladas produzidas na campanha agrícola 2016/2017 estão na iminência de se deteriorarem no município da Chibia, Huíla, por dificuldades de escoamento para os grandes centros comerciais, noticiou ontem a Angop.

A directora em exercício da Agricultura na Huíla, Adelaide Armando, disse que estão nessas condições enormes quantidades de cebola, tomate, couve, repolho e cenoura.
Para evitar que essa produção se deteriore, parte  destes produtos está a ser comercializada nos mercados locais a preços muito baixos e que não compensam o investimento e os esforços dos camponeses, lamentou Adelaide Armando.
“Os nossos camponeses têm muito produto nos mercados e nas lavras por colher. A falta de compradores e de meios de transporte está-lhes a dificultar o processo de escoamento”, disse, exortando os consumidores da Huíla e de outras provoações a se deslocarem à Chibia.
Para fazer face a esta situação, a responsável defendeu a construção de câmaras frigoríficas na localidade, de modo a conservar os produtos do campo e evitar perdas elevadas.
Na campanha agrícola passada, foram cultivados na Chibia 160 mil hectares de terras aráveis, sendo que até ao momento já foram colhidas mais de 300 mil toneladas de cereais, tubérculos, leguminosas e outras.
Ainda em Outubro, um fórum económico realizado na Chibia para assinalar os 90 anos da localidade, juntou 35 investidores da província da Huíla.

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