Economia

Promotora adia cinco exposições provinciais

Hélder Jeremias

A C. Calas Angola, uma promotora angolana de eventos, anunciou a alteração das datas previstas para a realização das cinco feiras anuais de produção nacional organizadas pela companhia e autoridades provinciais, em resultado das medidas adoptadas pelo Governo para conter a propagação do novo coronavírus.

Edição da Expo Cuanza-Norte realizada no ano passado
Fotografia: Mavitide João Mulaza | Edições Novembro

A informação foi avançada hoje, ao Jornal de Angola, pelo administrador da empresa, Carlos dos Santos Calas, dando conta de que a companhia está a agir em conformidade com as orientações das autoridades sanitárias no sentido de acautelar, na medida do possível, o impacto económico da ameaça mundial. Carlos do Santos Calas considera que a alteração do calendário “poderá implicar o reajuste orçamental” de todos os eventos, cujas despesas foram avaliadas com a devida antecedência e que, em caso de uma elevação significativa nos custos, terá de ser superado com a renegociação junto das autoridades locais.

A Expo Cuanza-Norte, uma dessas feiras, deveria decorrer entre 28 e 31 de Maio, em Ndalatando, seguindo-se a Expo-Uíge, de 3 a 7 de Junho, evento que antecederia a Expo Lunda-Norte, no período entre 20 e 25 de Julho, para dar lugar à Expo Cuanza-Sul (10 a 13 de Setembro) e à Expo-Huambo (de 18 a 21 de Setembro).
O empresário revelou que as projecções da empresa eram muito animadoras, “em função dos êxitos alcançados no ano transacto”, quando, de acordo com as estatísticas disponíveis, a realização de 80 por cento das metas programadas se repercutiram na consolidação da liquidez e incremento substancial do número de parceiros.
Além da realização das Expo Cuanza-Norte, Uíge e Cuanza-Sul, o ano passado ficou marcado pela promoção da Expo-Cacuso, em Malanje, e a primeira edição da Expo-Hotel, esta última promovida em Luanda, pela Associação de Hotéis e Resorts de Angola, em colaboração com os Ministérios do Turismo e da Indústria, com vista a estimular negócios nesses dois sectores.
Carlos Calas encorajou os agentes económicos a manterem-se firmes nas actividades que dão vitalidade ao mercado, algo que, em sua opinião, só poderá ser possível com a honestidade, já que todos poderão ser vitimais de más práticas como a especulação, durante uma situação em que “ninguém está isento de ser atingido”, porque transcende a vontade humana.
Com 12 trabalhadores directos, a C. Calas Angola tem como maiore vocação, a divulgação do Agro-negócio, com predominância para a agricultura familiar, mas, este ano, a actividade começa a abarcar as grandes plantações, cujos proprietários apresentaram propostas ambiciosas para a realização de exposições anuais.

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