Economia

Quatro milhões de euros no Café Ginga

Manuel Barros

A unidade de torrefacção de Café Ginga que a sociedade de capitais portugueses Angonabeiro detém em Cacuaco depois de investimentos de mais de quatro milhões de euros, é uma prova de que a empresa está a prestar melhor serviço aos clientes nacionais e a ajudar a economia do país.

Fotografia: DR

Isso foi declarado quinta-feira, naquela localidade, pelo secretário de Estado da Economia de Portugal, João Neves, durante uma visita àquela unidade, onde se armazena de café comercial verde proveniente do Cuanza-Sul, Malanje e Uíge, além da torrefacção e da embalagem de café e açúcar processados com equipamentos modernos.
O secretário de Estado da Economia de Portugal afirmou que, com a aposta do Governo angolano na captação de investimento estrangeiro e as oportunidades proporcionadas pelo nosso mercado, as empresas do seu país querem “construir uma perspectiva de negócio de longo prazo e vir para o mercado angolano, não para aproveitar momentos, mas para ficar no país e desenvolverem-se com quadros nacionais que o país tem”.
João Neves propôs que as empresas portuguesas criem “um modelo de comércio assente nas capacidades do país” e, caso possam, fazer algo que as permita “construir uma base industrial em Angola para exportar para outros países do mundo. Vamos aproveitar esta oportunidade”.
O director-geral da Angonabeiro, José Beato, considerou importante mostrar que as relações entre Angola e Portugal estão fortalecidas e que há empenho em trabalhar e investir no prestígio do café angolano.
De acordo com informações de José Beato, a fábrica tem uma produção anual de 250 toneladas de Café Ginga e igual capacidade para embalar açúcar, graças a um investimento de mais de quatro milhões de euros em máquinas e na construção de uma nave logística.
“É nossa vontade continuar a investir no mercado angolano, porque acreditamos no seu potencial e queremos ser uma empresa de excelência nos produtos que representamos”, disse o director, sublinhando que a fábrica representa 30 por cento das vendas do grupo Nabeiro.

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