Economia

Quinze mil milhões em acções do PIIM

Lourenço Bule | Menongue

O Cuando Cubango emprega 15 mil milhões de kwanzas em projectos de infra-estruturas, energia, saneamento básico, saúde e educação integrados no Programa Integrado de Intervenção Municipal (PIIM), anunciou o director em exercício do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística (GEPE) do governo provincial.

Kuando Kubango emprega 15 mil milhões de kwanzas em infraestruturas sociais
Fotografia: DR

Ernesto Cativa revelou numa reunião do governo provincial que mais de dez mil milhões de kwanzas serão geridos pelos departamentos ministeriais a que as obras estão afectas e apenas cinco mil milhões pelas autoridades locais. 

“O valor atribuído ao Go-verno do Cuando Cubango, para a execução dos projectos, já foi cabimentado e a execução financeira dos programas de âmbito central de- penderá dos ministérios de tutela”, sublinhou.
Questionado sobre a re-programação das despesas, disse que tudo dependerá do impacto social do projecto junto das comunidades, além de que “cada município definiu as suas prioridades para os valores que vai receber nas duas áreas de intervenção do PIIM.”
Ernesto Cativa indicou que o Cuando Cubango tem como proposta orçamental para 2020 cerca 33 mil milhões de kwanzas, valor que vão ser empregues nas despesas com o pessoal, bens e serviços.
“Vamos trabalhar com as administrações municipais para acharmos a melhor maneira de distribuição dos orçamentos preliminares de forma clara e concisa”, sublinhou Ernesto Cativa, recomendando aos administradores a apresentação de projectos “pragmáticos”.

class="bold">Reparação de estradas
O governador provincial, Pedro Mutindi, garantiu durante o encontro que algumas situações da degradação das vias de acesso na província do Cuando Cu-bango têm solução a curto prazo, mercê de fundos disponibilizados pelo Executivo, bem como do plano de intervenção adoptado pelo governo provincial.
Já existem recursos financeiros para asfaltagem do troço entre o Cuito Cuanavale, Lievela e Mavinga, num percurso de 220 quilómetros, enquanto as obras nas vias de Caiundo a Catuituí, Cuchi e Cutato poderão reiniciar brevemente, já que há contactos “bem encaminhados” junto do Ministério da Construção e Obras Públicas.
Segundo Pedro Mutindi, existem também estudos avançados e contactos para a mobilização de recursos para a asfaltagem dos troços entre Cuangar, Calai, Dirico e Ri-vungo, passando pelo Bico de Angola, no que é visto como uma solução definitiva para a crítica situação dos acessos no leste e sul da província do Cuando Cubango.“Caso não houver recursos financeiros, encontraremos soluções alternativas, que passam pela construção de estradas terraplanadas”, garantiu.

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