Economia

Relatório prevê expansão e inflação mais moderada

Analistas da Focus Economics, uma empresa internacional de consultoria que projecta a evolução económica de 130 países, prevêem que este ano Angola recupera o crescimento e a inflação diminui.

Análise prevê cenário de um kwanza mais estável a sustentar o consumo privado durante o ano
Fotografia: António Soares | Edições Novembro

Num relatório relativo a Janeiro enviado aos investidores, os consultores antecipam um ambiente mais acomodatício da política monetária e um kwanza mais estável, que devem sustentar o consumo privado, enquanto as reformas em curso, apoiadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), devem potenciar o crescimento do investimento e da actividade económica este ano.
A análise desceu ligeiramente a previsão de crescimento económico de Angola, prevendo uma expansão do Produto Interno Bruto de 1,2 por cento este ano, seguindo-se a uma recessão de 2,4 em 2018.
“A economia parece ter ficado presa na recessão no último trimestre do ano passado, que se segue a um desapontante terceiro trimestre, que marcou o quarto trimestre consecutivo de contração”, escrevem os analistas da consultora com sede em Barcelona, Espanha.
No relatório produzido no mês de Janeiro sobre as principais economias africanas, a FocusEconomics avançou uma descida das previsões de crescimento para Angola, antevendo uma expansão do PIB de 1,2 por cento, que contrasta com os 1,3 por cento esperados no mês passado, 1,9 por cento em Dezembro e os 2,3 que os analistas previam em Novembro.
“O “O “O “O sector petrolífero continuou a desapontar no último trimestre do ano passado, quando a descida dos preços do petróleo anulou qualquer ganho da produção ligeiramente maior face ao trimestre anterior”, vincam os analistas.
Além disso, acrescentam, “o índice da actividade económica continuou a deteriorar-se de Outubro a Dezembro, apontando para a segunda maior recessão em quase três anos em Novembro, principalmente devido à pobre produção da indústria petrolífera”.
No relatório, os analistas consideram que a intenção de Angola regressar às emissões de dívida internacionais nos próximos meses, com uma emissão a dez anos, “pode mostrar-se desafiante”, principalmente devido à recente descida da perspectiva de evolução da economia por parte da Standard & Poor’s, que desceu a previsão de estável para negativa, curiosamente em sentido inverso à opinião mostrada pela Moody’s, que melhorou o “outlook” de negativo para estável.
No Relatório de Fundamentação do Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2019, o Governo estima que a economia angolana avance este ano 2,8 por cento, impulsionada por um crescimento de 3,1 por cento do sector petrolífero e de 2,6 do não petrolífero.
Numa das mais recentes projecções sobre a evolução da economia angolana, a agência de notação financeira Standard & Poor’s considerou há pouco mais de uma semana que o PIB vai crescer 2,00 por cento este ano, acelerando depois para uma média de 3,00 por cento, ultrapassando a recessão de 1,00 por cento em 2018, que durava desde 2016.
O Fundo Monetário Internacional, que aplica um programa de estabilização subscrito com o Governo, prevê um crescimento de 2,6 por cento este ano.

 

 

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