Economia

Saques em numerário limitam as operações

Isidoro Samutula | Dundo

Instituições ligadas aos antigos combatentes e às autoridades tradicionais levantam, na agência do Banco de Poupança e Crédito (BPC) do Dundo, um numerário de 80 milhões de kwanzas por mês para pagar subsídios, o que pressiona as disponibilidades de “cash” naquela localidade.

BPC no Dundo é pressionado por levantamentos em “cash”
Fotografia: Francisco Lopes | Edições Novembro

A preocupação foi levantada pelo director regional do BPC na Lunda-Norte, Manuel Coimbra, num encontro com o governador  Ernesto Muangala, onde afirmou que os levantamentos em numerário se devem a que os beneficiários dos subsídios não têm contas bancárias.
Manuel Coimbra apontou que 50 milhões de kwanzas são levantados para pagar subsídios aos antigos combatentes - um total de 15 mil assistidos - e 30 milhões os das autoridades tradicionais, em saques que deixam a agência bancária sem disponibilidade para pagar outros clientes.
“Se estivessem bancarizados, os valores ficavam na instituição e os levantamentos seriam feitos individualmente, por cartão multicaixa ou nos balcões”, avançou o responsável, considerando que, com a bancarização dos subsídios, a pressão sobre o numerário reduz, eliminando a pressão sobre os levantamentos.
O director regional do BPC disse que o governador da Lunda-Norte decidiu, no encontro, mandar as entidades envolvidas abrirem, de forma imediata, contas bancárias para os seus assistidos.
O director dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Pedro Blair, explicou que a ausência de contas bancárias entre os assistidos deve-se, em parte, a que o banco não tem agências nos municípios do Cuilo, Caungula e Lubalo.
“Para evitar despesas com transportes, dado o subsídio ser insuficiente para o actual nível de vida, a Direcção faz o levantamento dos valores para depois proceder o pagamento à mão, naqueles municípios”, disse.

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