Economia

Seguros diminuem a despesa pública

Natacha Roberto

Os seguros obrigatórios, de vida e os planos de saúde ajudam o Executivo a reduzir de forma significativa as despesas estatais relativas a este sector, segundo a administradora da Empresa Nacional de Seguros de Angola (ENSA), Helena Francisco, que falava numa conferência sobre a importância dos seguros na diversificação da economia, que decorreu na Feira Internacional de Luanda (FILDA).

Helena Francisco ao defender a disseminação dos seguros
Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro

Helena Francisco, que abordava o tema “Seguro como factor de diversificação da economia angolana”, considerou importante a participação do seguro nos projectos do Estado, com vista a reduzir os riscos.
A responsável considerou que o seguro viabiliza o bom desempenho da economia. “É com o seguro que se promove a redução de danos que, de forma frequente, acontecem em vários sectores da economia”, acrescentou a responsável, que apontou medidas de prevenção contra os riscos para garantir estabilidade do mercado.
Para Helena Francisco, a estabilidade financeira proporcionada pelo seguro é fundamental, pois assim, a maior parte dos prémios retorna para a sociedade na forma de indemnizações. 
“Os prémios de seguros destinam-se a formar reservas de modo a que as seguradoras paguem as indemnizações prometidas, sem perdas de capital”, indicou. A responsável da ENSA afirmou que a habilidade do mercado de seguros em assumir riscos facilita a compra de bens de capital fixo (investimentos) e de bens duráveis de consumo como automóveis e imóveis, bem como permite estabilizar os rendimentos das famílias diante dos riscos diversos.
“Por meio da previdência, que também é um seguro, cobrem-se os riscos de reforma e de sobrevivência e complementam-se os programas estatais de segurança social e assistência dos governos”, apontou.

Tempo

Multimédia