Economia

Serviços Postais preparam sistema de localização de endereços

Victorino Joaquim

Um Código de Endereçamento Postal, sistema que viabiliza a organização logística e localização de destinatários, está a ser elaborado em paralelo com a actualização das leis que regerem o sector, anunciou ontem, em Luanda, o secretário de Estado das telecomunicações.

Correios de Angola figuram entre os 11 operadores do Serviço Postal implantados no mercado, cobrindo 57 municípios
Fotografia: DR

Mário Oliveira, que falava à imprensa no final de um seminário sobre serviços postais, declarou que as autoridades perseguem o estabelecimento de serviços adaptados à realidade angolana, com base na integração de novas tecnologias, bem como a meta da eficiência.

O Código de Endereçamento Postal, vai alterar o actual “modus operandi” dos Serviços Postais, que fazem a entrega  de encomendas por recursos a dados de geo-referência ou por meio de telefones.

O novo pacote legislativo do sector está a ser adaptado ao novo cenário em que operam os Serviços Postais, dispondo de novos recursos tecnológicos e com a ambição da equiparação à melhores práticas mundiais.

O secretário de Estado anunciou consultas públicas para a instituição dos novos regimes de licenciamento de operadoras, prazo de validade e classes de licenças, nomeadamente de âmbito nacional, regional e provincial, visando garantir maior acesso ao mercado e a salvaguarda dos interesses dos consumidores.

Actualmente, o mercado conta com 11 operadoras que representam 900 postos de trabalho directos, com os Serviços Postais a cobrirem 57 municípios do país. No ano transacto, as operações resultaram na entrega de 50 mil encomendas, 350 mil cartas e 450 serviços.

Apesar das 11 operadoras implantadas de forma legal no mercado, presume-se que o número seja maior, pelo que o director da unidade de negócios Expresso do Correios de Angola, Joaquim Figueiredo, chamou a atenção para a actualização do pacote legislativo.

Operadores informais neste mercado, considerou, constituem “concorrência desleal” pelo facto de não estarem vinculados ao pagamento de encargos fiscais, enquanto que as operadoras legais o fazem todos os anos.

Mário Oliveira afirmou que o sector postal pode melhorar a oferta de serviços, contribuindo para o alavancar da economia nacional. “Com o desenvolvimento do comércio electrónico, os Serviços Postais podem contribuir para a divulgação da nossa cultura e não só, podendo ser chamado a ajudar e levar as marcas angolanas além fronteiras e contribuir para inclusão social”, afirmou.

O seminário contou com  a participação de responsáveis do sector postal, que receberam explicações sobre a preparação do código e a actualização do pacote legislativo,  tendo como lema “Juntos, diversifiquemos a oferta através da digitalização”.


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