Economia

Shoprite foi multado em 700 mil kwanzas

Carlos Paulino | Menongue

O supermercado Shoprite do Menongue, Cuando Cubango, a 7 de Fevereiro surpreendido pelo secretá-rio de Estado do Comércio, Amadeu Nunes, a vender bens alimentares expira-dos, foi multado em 700 mil kwanzas, revelou ontem ao Jornal de Angola o chefe dos serviços provinciais do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (Inadec).

Carnes e lacticínios são os produtos mais adulterados
Fotografia: Nicolau Vasco| Edições Novembro

Manuel Mateus informou que técnicos do Ministério do Comércio trabalharam durante mais de seis horas da última sexta-feira no supermercado para inspeccionar os produtos encontrados a serem vendidos em infracção e confirmaram que estavam realmente deteriorados, alguns com a data de caducidade alterada, incluindo-se entre eles carne bovi-na, iogurte, sumos e farinha láctea Cerelac.

“Aplicámos a coima de 700 mil kwanzas, em função do volume de infracções que detectámos, no sentido de disciplinar ou desencorajar que este tipo de prática volte a acontecer”, disse Mateus Manuel, atribuindo parcialmente tais ocorrências ao facto de aqueles serviços contarem apenas com quatro técnicos.
“Se tivéssemos mais técnicos, as nossas visitas inspectivas à Shoprite seriam diárias - e não apenas mensais conforme tem acontecido devido ao número reduzido de funcionários, - com vista a diminuirmos significativamente as infracções constantes que temos estado a registar”, disse.
Manuel Mateus disse que a padaria que está no interior do supermercado Shoprite é também uma das áreas sobre a qual incidem as in-fracções, pela falta de higiene adequada, sobretudo nos equipamentos para o fabrico do pão.
Há mais de 12 anos, o Inadec no Cuando Cubango debate-se com uma falta gritante de técnicos, sendo que os quatro funcionários não conseguem cobrir toda a extensão da província, embora esteja a expandir a actua-ção aos nove municípios da província.
Sublinhou que, para inverter o actual quadro, o Inadec necessita de pelo menos mais dez funcionários, afirmou Manuel Mateus, acrescentando que as dificuldades incluem a falta de material informático, de infra-estruturas e de meios de transporte.

Tempo

Multimédia