Economia

Sonangol divulga lista de empresas a alienar

A administradora da Sonangol Josina Baião divulgou, sexta-feira, no último dia do Seminário Metodológico sobre o Programa de Privatizações, uma lista de 50 empresas participadas e activos controlados a alienar, para os quais tem projectadas apresentações técnicas em Angola e no estrangeiro, no final de Outubro.

Privatizações na Sonangol podem trazer à concessionária uma maior robustez financeira
Fotografia: DR

No âmbito do Programa de Privatizações (ProPriv), que lista 195 empresas públicas a privatizar total ou parcialmente até 2022, a Sonangol deve passar 20 empresas e activos até Dezembro, tendo prevista a alienação de 26 outras em 2020, três em 2021 e uma em 2022, que compreende a abertura do seu capital da holding de capitais públicos.
A lista, de acordo com a Lusa, inclui desinvestimentos nas empresas participadas e activos na Sonangol Cabo Verde - Sociedade e Investimentos e na Combustíveis e Óleos de São Tomé e Príncipe.Constam participações nas empresas Founton (Gibraltar), Sonatide Marine (Ilhas Caimão), Solo Properties Nightbridge (Reino Unido), Societé Ivoiriense de Raffinage (Costa do Marfim), Puma Energy Holdings (Singapura) e Sonandiets Services (Panamá), em alienações que ocorrem até 2021.
Josina Baião deu conta igualmente que a petrolífera vai vender a sua participação à empresas WTA-Houston Express e na francesa WTA, além dos activos nas imobiliárias portuguesas Puaça, Diraniproject III e Diraniproject V, nas petrolíferas Sonacergy - Serviços e Construções Petrolíferas e Sonafurt International Shipping e na Atlântida Viagens e Turismo.
A Sonangol detém igualmente activos a privatizar em empresas angolanas dos sectores da Saúde, Educação, Transportes, Telecomunicações, Energia, Construção Civil, Recursos Minrais e Petróleos e banca.
A alienação de mais de 60 activos não nucleares vai tornar a empresa “financeiramente mais robusta”, considerou a administração da empresa. O presidente do Conselho de Administração, Sebastião Gaspar Martins, notou que os activos a privatizar têm sido avaliados no âmbito do programa de regeneração da empresa com vista a centrá-la apenas no seu objecto social.

Anunciado concurso da refinaria do Soyo

O ministério dos Recursos Minerais e Petróleos (Mirempet) anunciou, sexta-feira, que lança o concurso público internacional para a construção da refinaria de petróleo do Soyo, Zaire, a 24 de Outubro.
As apresentações técnicas (roadshows) para captar potenciais investidores interessados neste projecto vão decorrer em Luanda, a 10 de Outubro, e no Dubai (Emirados Árabes Unidos), a 22 de Outubro.
A refinaria de petróleo do Soyo terá uma capacidade de processamento até cem mil barris de petróleo bruto por dia, de acordo com dados disponíveis.
Com a construção de três novas refinarias (Soyo, Cabinda e Lobito) e a requalificação da instalação de Luanda, que data dos anos 60, para poder triplicar a produção de combustíveis, Angola terá capacidade para cobrir a procura interna anual e dos próximos dez a 20 anos, de acordo com uma fonte citada ontem pela Lusa. A construção da refinaria de Cabinda, que deverá ter uma capacidade diária de produção de 60 mil barris de petróleo bruto, foi adjudicada ao consórcio United Shine, com 90 por cento do capital social, em parceria com a Sonangol Refinação - Sonaref (dez por cento).
A refinaria do Lobito, em Benguela, que absorve um investimento inicial de dez mil milhões de dólares, prevê o processamento diário de cerca de 200 mil barris de crude, criando dez mil postos de trabalho directos e indirectos.

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